Notícia

IPEN estudará uso de lasers de alta intensidade como terapia complementar de combate ao câncer

Projeto será executado em parceria com a Universidade de Nebraska-Lincoln (EUA), no âmbito do Programa SPRINT, da Fapesp

Divulgação CLA/IPEN

Fonte

IPEN | Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

Data

sábado, 16 março 2019 10:35

Áreas

Radiologia. Lasers. Medicina. Oncologia.

Raio X é um dos tipos de radiação mais utilizados na medicina para fins diagnósticos, apresentando rapidez e precisão na obtenção de imagens. Quanto maior forem a definição, a nitidez, o contraste e a diferenciação de densidade, mais preciso será o resultado. Mas produzir fontes de raios X brilhantes pode ser difícil e extremamente caro. Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), no Brasil, e da Universidade de Nebraska-Lincoln (UNL), nos Estados Unidos, estudam explorar uma fonte alternativa para gerar raios X usando lasers para a aceleração de partículas carregadas – em um primeiro momento elétrons originarão raios X, e em uma etapa posterior, feixes de prótons serão produzidos para aplicações oncológicas e produção de radiofármacos.

Contemplada na modalidade Programa SPRINT – São Paulo Researchers in International Collaboration –da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa será coordenada pelos pesquisadores Dr. Nilson Dias Vieira Júnior, do Centro de Lasers e Aplicações (CLA) do IPEN, e Dr. Sudeep Banerjee, do Departamento de Física e Astronomia da UNL. O SPRINT tem como objetivo estimular e promover o avanço da pesquisa científica, envolvendo pesquisadores de instituições de pesquisa do Estado de São Paulo e parceiros no exterior. O resultado da chamada, terceira de 2018, foi anunciado no dia 11 de fevereiro.

De acordo com o Dr. Nilson Vieira, o desenvolvimento de aceleradores de partículas carregadas para uso em medicina, visando principalmente o combate ao câncer, permitirá o acesso mais viável para tratamentos e diagnósticos de primeira qualidade. “É um campo que vai trazer muitos benefícios ao Brasil. Além disso, o projeto vai possibilitar a cientistas e estudantes brasileiros o contato com lideranças científicas e tecnológicas mundiais nessa área”, acrescenta Vieira, que é coordenador do Laboratório de Lasers de Altíssima Intensidade do CLA-IPEN.

Para Banerjee, a pesquisa é um “empreendimento global” no qual, segundo ele, todo ser humano pode contribuir com grandes ideias que beneficiam a todos. “Estou animado para trabalhar com as pessoas no IPEN. Eles são qualificados, bem informados e dedicados”, disse o pesquisador ao site Global Nebraska. Os trabalhos começarão com a aceleração de elétrons, cujos resultados ajudarão a compreender os mecanismos físicos que podem ser aplicados subsequentemente à aceleração de prótons. “Será a base da expertise para o acompanhamento da aceleração de prótons”, acrescentou.

A aceleração de partículas ocorre devido aos elevados campos elétricos que podem ser produzidos em plasmas criados pelos lasers, chegando a ser 1000 vezes maiores que os de aceleradores convencionais, reduzindo suas dimensões proporcionalmente. Esta diminuição de tamanho e, consequentemente, da blindagem radioativa necessária, pode reduzir em 10 vezes o custo destes aceleradores, disseminando seu uso. Atualmente, elétrons são acelerados por lasers, em dezenas de centímetros, para energias semelhantes às que um Sincrotron obtém em centenas de metros.

Inicialmente, a protonterapia foi usada principalmente para tumores cerebrais e tumores próximos a órgãos vitais, mas, agora, está sendo empregada também para tratar uma gama muito mais ampla de tumores, incluindo câncer de próstata e câncer de pulmão – dois dos mais comuns no Brasil – segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre outros. “Apesar de já existirem 39 instalações de protonterapia no mundo, não há nenhuma no hemisfério sul em função de seu alto custo”, diz Vieira.

Acesse a notícia completa na página do IPEN.

Fonte: Ana Paula Freire, IPEN. Imagem: Divulgação, CLA/IPEN.

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