Notícia

Como o tecido cardíaco combina resistência mecânica com confiabilidade elétrica?

A resposta foi encontrada no padrão geométrico de fibras musculares cardíacas

Shape Analysis Group/Universidade McGill

Fonte

Universidade McGill

Data

sábado, 12 maio 2018 10:50

Áreas

Cardiologia

O coração humano pode ser visto como um dispositivo eletromecânico que contrai e bombeia bilhões de vezes durante uma vida útil média. Como consegue fazer isto sem irregularidades frequentes e perigosas?

Uma nova pesquisa feita por cientistas da Universidade McGill, no Canadá, descobriu que a resposta está na geometria particular das fibras musculares da parede do coração. Uma colaboração liderada pelo professor Dr. Kaleem Siddiqi mostrou em um estudo de 2012 que feixes de células do músculo cardíaco se dobram e torcem juntos em um padrão geométrico conhecido como “helicoide generalizado” – um arranjo conhecido por fornecer resistência mecânica em materiais biológicos.

Em um novo artigo, publicado no dia 8 de maio na revista Scientific Reports, o Dr. Kaleem Siddiqi e seus alunos da Escola de Ciências da Computação da Universidade McGill e do Centro de Máquinas Inteligentes usaram modelagem e análise matemática para demonstrar que este arranjo de fibras também ajuda o tecido cardíaco a conduzir sinais elétricos de maneira confiável. O primeiro autor do artigo, o Dr. Tristan Aumentado-Armstrong, era aluno da Universidad McGill na época em que a pesquisa foi realizada. “O tecido cardíaco é o único em que a resiliência mecânica deve coexistir com a contração ativa e propagação de sinal”, explica o Dr. Kaleem Siddiqi. “Nossa análise mostra que a natureza usou a geometria helicoidal para satisfazer os requisitos elétricos e mecânicos do coração”, conclui o pesquisador.

Acesse a notícia na página da Universidade McGill (em inglês).

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Fonte: Universidade d McGil. Imagem: A orientação helicoidal das fibras em uma parede de ventrículo mostra-se em cores brilhantes, baseadas na ressonância magnética de difusão do tecido de coração de um camundongo. Fonte da Imagem: Shape Analysis Group/Universidade McGill

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