Notícia

Avanço importante no transplante de células de ilhotas para o tratamento do diabetes tipo 1

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia  desenvolveram um método para manter as células produtoras de insulina do doador vivas por longo prazo nos pacientes.

Pixabay

Fonte

Universidade da Pensilvânia

Data

quarta-feira, 16 setembro 2020 09:50

Áreas

Medicina. Endocrinologia. Metabolismo.

A cura para o diabetes tipo 1 ficou mais próxima com o desenvolvimento de um novo método para manter as células produtoras de insulina transplantadas vivas e funcionais em receptores por longos períodos, mesmo quando transplantadas sob a pele. Uma equipe liderada por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, relatou o novo método e os testes bem-sucedidos em vários modelos animais em artigo publicado na revista científica Nature Metabolism.

O diabetes tipo 1, que afeta mais de 1,25 milhão de pessoas só nos Estados Unidos, geralmente surge na infância e é causado por uma reação imunológica anormal. A reação imunológica ataca e destrói as células do pâncreas conhecidas como células beta – células especializadas que formam agrupamentos chamados de “ilhotas” e ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue ao produzir insulina.

O transplante de ilhotas saudáveis ​​de células beta de doadores tem sido visto há muito tempo como uma cura potencial para a doença, que de outra forma requer injeções de insulina frequentes por toda a vida e monitoramento da glicemia. Mas os pesquisadores tiveram dificuldade em manter as células beta transplantadas vivas por um longo prazo. O novo método parece superar essa dificuldade, como mostrado em uma variedade de transplantes de células beta subcutâneas realizadas em camundongos e macacos. Essas demonstrações pré-clínicas podem abrir caminho para ensaios clínicos em pacientes humanos.

“O transplante de células beta subcutâneo de pacientes pode ter muitas vantagens, incluindo segurança e facilidade de monitoramento, e [neste estudo] mostramos em experimentos pré-clínicos que essas células enxertadas podem sobreviver e funcionar para reverter o diabetes em longo prazo”, disse o Dr. Ali Naji, autor sênior do estudo e professor da Universidade da Pensilvânia.

A equipe do Dr. Naji desenvolveu uma mistura de moléculas, incluindo colágeno, uma proteína encontrada na pele e na cartilagem, que recria parcialmente o ambiente molecular do pâncreas onde as células beta normalmente crescem. A Matriz de Viabilidade das Ilhotas (IVM), como eles chamam essa mistura, também parece promover especificamente a sobrevivência das células beta em condições nas quais, de outra forma, morreriam.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade da Pensilvânia (em inglês).

Fonte: Abbey Hunton, Universidade da Pensilvânia. Imagem: Pixabay.

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