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Novo estudo revela abordagem “inteligente” para detectar problemas cardíacos comuns

Estudo mostrou viabilidade do uso de dispositivos móveis de saúde (mHealth) para ajudar na triagem e detecção da Fibrilação Atrial

Divulgação

Fonte

Universidade de Liverpool

Data

quarta-feira, 4 setembro 2019 10:20

Áreas

Medicina. Cardiologia. Bioeletrônica. Biomecânica. Bioinformática. Saúde Pública.

Um novo estudo, apresentado no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, da sigla em inglês) e publicado na revista científica Journal of the American College of Cardiology, destaca a viabilidade do uso de dispositivos móveis de saúde (mHealth) para ajudar na triagem e detecção de uma alteração cardíaca comum.

A Fibrilação Atrial (FA) é uma condição do ritmo cardíaco que causa freqüência cardíaca irregular e às vezes anormalmente rápida. Na FA, as câmaras superiores do coração (átrios) se contraem de forma aleatória e às vezes tão rápida que o músculo cardíaco não consegue relaxar adequadamente entre as contrações. Isso reduz a eficiência e o desempenho do coração – mas também aumenta o risco de coágulos sanguíneos.

A FA é o distúrbio do ritmo cardíaco mais comum, afetando milhões de pessoas. Pessoas com FA correm maior risco de sofrer um derrame, além de insuficiência cardíaca e demência. Atualmente, a baixa detecção devido à falta de sintomas visíveis e à não realização de exames diagnósticos são os principais problemas nas atuais abordagens de tratamento para pacientes com suspeita de FA.

Tecnologia de Fotopletismografia

Os dispositivos mHealth, como rastreadores de fitness, relógios inteligentes e telefones celulares, podem permitir a detecção precoce de FA e melhorar o gerenciamento da FA através do uso da tecnologia de fotopletismografia (PPG, da sigla em inglês). A PPG é uma técnica óptica simples e de baixo custo que pode ser usada para detectar alterações no volume sanguíneo no leito microvascular. É frequentemente usada de forma não invasiva para fazer medições na superfície da pele.

Pesquisadores, liderados pelo professor  Dr. Guo, do Hospital Geral PLA de Pequim, na China, e pelo professor Dr. Gregory Lip, líder do Centro de Ciências Cardiovasculares da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, estudaram a viabilidade da triagem da FA em um grande coorte de base populacional usando dispositivos inteligentes com tecnologia PPG, combinada com um caminho de gerenciamento da FA para cuidados clínicos.

Como parte do estudo, a triagem de FA foi realizada com pulseiras inteligentes  ou relógios usando a tecnologia PPG disponibilizada para a população com mais de 18 anos na China por aproximadamente sete meses (26 de outubro de 2018 a 20 de maio de 2019).

Resultados

No estudo, 187.912 participantes usaram dispositivos inteligentes para monitorar seu ritmo cardíaco. Durante esse período, 424 (0,23%) dos indivíduos receberam uma notificação de ‘suspeita de FA’. Desses, 227 (87%) foram confirmados como tendo FA por profissionais de saúde e outros exames secundários. Esses pacientes receberam terapia e foram anticoagulados com sucesso.

O professor Guo afirmou: “Com base em nosso estudo, o monitoramento doméstico contínuo com tecnologia PPG em dispositivo inteligente pode ser uma abordagem viável e econômica para a triagem de FA. Com 95% dos pacientes seguindo o programa integrado de tratamento da FA, aproximadamente 80% dos pacientes de alto risco foram anticoagulados com sucesso. Isso ajudaria os esforços na triagem e detecção da FA, bem como intervenções precoces para reduzir o AVC e outras complicações relacionadas à FA ”.

“O tratamento aprimorado da FA requer detecção precoce e a oportunidade de tomada de decisões de gerenciamento simplificada. Uma melhor detecção pode ser seguida pela implementação das prioridades do gerenciamento da FA: evitar acidente vascular cerebral; melhorar a otimização dos sintomas; aplicar o gerenciamento cardiovascular e de fatores de risco”, concluiu o Dr. Gregory Lip.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Liverpool (em inglês).

Fonte: Universidade de Liverpool. Imagem: Divulgação.

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