Notícia

Impressão 3D melhora acessibilidade a serviços de saúde em áreas remotas

Pesquisadores da PennState desenvolvem sistema de impressão 3D para aumentar a acessibilidade a serviços de saúde em áreas com poucos recursos, como em áreas rurais do Quênia

Divulgação, PennState

Fonte

PennState | Universidade Estadual da Pensilvânia

Data

sábado, 28 julho 2018 15:00

Áreas

Manufatura Aditiva. Inovação Tecnológica.

Em meio a fazendeiros e pescadores da área rural de Kisumu, no Quênia, uma clínica de saúde está repleta de descobertas científicas. Médicos, enfermeiros e estudantes de medicina observam como uma impressora 3D transforma um desenho em um grampo de cordão umbilical que pode ser efetivamente utilizado. Embora essa ferramenta única tenha um número limitado de usos, o potencial dessa tecnologia para a comunidade pode ser ilimitado.

Para Ben Savonen,  doutorando em Engenharia Mecânica da Universidade Estadual da Pensilvânia (PennState), nos Estados Unidos, momentos de criatividade como esse são o que alimentam sua paixão e o que o levou ao Programa de Engenharia Humanitária e Empreendedorismo Social (HESE)  da Universidade. Como parte de um programa global da Escola de Engenharia da PennState,  Ben Savonen está liderando uma equipe para pesquisar e desenvolver um sistema de impressão 3D prontamente implantável, projetado para atender as instalações de assistência médica nas zonas rurais da África.

Em muitas dessas instalações, a importação de equipamentos médicos, modelos anatômicos, peças de reposição e dispositivos de terapia ocupacional pode levar de alguns meses a um ano e pode ter um custo proibitivo, explica Savonen. A  impressão 3D é uma maneira de fabricar localmente alguns desses objetos pode agilizar o processo da cadeia de suprimentos para os provedores de assistência médica e seus pacientes em áreas de poucos recursos.

Para fazer isso, a equipe desenvolveu o Kijenzi (algo como “pequeno construtor” na língua Suaíli), uma impressora portátil 3D capaz de ser dobrada em uma mochila e facilmente transportável de uma instalação de saúde para outra. Quanto às peças usadas para construir a impressora em si, a equipe está pesquisando maneiras de reciclar os resíduos plásticos locais para garantir que todo o processo possa ser originado e desenvolvido no Quênia.

“Estamos explorando a ideia de instalar essas impressoras 3D em instalações de saúde rurais ou nas proximidades, treinando membros da equipe e empresários locais sobre como usá-las e criando os sistemas de suporte necessários”, disse Ben Savonen. “Se essas instalações puderem fazer alguns itens difíceis de serem adquiridos, eles poderão fabricar localmente e continuar trabalhando, em vez de precisar importar tudo de outros países.”

Por meio de várias viagens a Kisumu, Quênia e suas comunidades vizinhas, Savonen e o restante da equipe puderam trabalhar lado a lado com os profissionais de saúde locais, reunindo feedback e ideias e interagindo diretamente com membros da comunidade e entidades governamentais. Essas entidades desempenharam um papel importante no co-desenvolvimento da tecnologia e terão um papel ainda maior no lançamento do empreendimento.

“Comparando com a maioria dos engenheiros, fico entediado trabalhando apenas com tecnologia. Eu gosto de ter um componente humano no meu trabalho ”, disse Savonen. “Este é um projeto ainda experimental, mas, como já conseguimos fazer algumas coisas, isso terá um impacto enorme”.

Imprimindo Soluções para a Saúde

Para as áreas rurais no Quênia, a acessibilidade aos serviços de saúde tem sido, e continua a ser, uma preocupação crescente. Com esse foco, o empreendimento Kijenzi espera ajudar ao fornecer ferramentas de educação médica acessíveis .

“Por muito tempo, as pessoas não tiveram acesso a cuidados médicos apropriados apenas por causa de onde nasceram”, disse o Dr. John Gershenson, diretor da HESE e orientador de Savonen. “Agora, o mundo inteiro saberá que os estudantes da Penn State estão ajudando a corrigir o erro”.

Em 2014, a densidade de médicos na população do Quênia foi de um médico para cada 5.000 quenianos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. (Para efeito de comparação, os Estados Unidos tinham aproximadamente 12,84 médicos para cada 5.000 pacientes em 2014.) E enquanto o empreendimento Kijenzi ainda está em seus estágios iniciais, a introdução de equipamentos médicos e laboratoriais acessíveis e impressos em 3D tem potencial para encorajar futuras gerações de profissionais da saúde, provedores e cientistas.

Assista ao vídeo do projeto (áudio em inglês):

Acesse a notícia completa na página da Universidade Estadual da Pensilvânia (em inglês).

Acesse a página do Projeto Kijenzi (em inglês).

Fonte: Universidade Estadual da Pensilvânia. Imagem: Divulgação.

 

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