Destaque

Órtese inovadora é desenvolvida em laboratório de hospital da Rede Ebserh em Natal

Fonte

Ebserh | Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

Data

terça-feira. 6 outubro 2020 16:15

Uma pesquisa pretende auxiliar a movimentação de membro superior em indivíduos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma das mais incapacitantes doenças neuromusculares conhecidas. Trata-se de uma órtese inovadora, desenvolvida pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), do Hospital Universitário Onofre Lopes, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e à Rede Ebserh (HUOL-UFRN/Ebserh).

A órtese é controlada por uma interface cérebro-máquina, ainda inexistente no mercado. O dispositivo permitirá que pessoas acometidas pela ELA realizem movimentos de alcançar, abrir e fechar a mão e de trazer o objeto para si, o que contribuirá para sua maior independência. Caracterizada pela degeneração de neurônios motores do encéfalo e da medula, com progressão rápida e fatal, a ELA afeta de duas a sete pessoas a cada 100 mil indivíduos e é mais comum em adultos.

As pessoas que usarão a órtese conseguirão realizar os movimentos quando cabos acoplados na região dorsal da mão forem acionados por motores, que funcionam por meio de ativação por sinais cerebrais. Ao utilizar a órtese, o usuário veste um tipo de capacete com eletrodos. Os sinais gerados no cérebro são enviados para um software, que identifica de qual tipo de movimento aquele sinal representa.

Desenvolvimento

Para chegar ao resultado esperado, a equipe de pesquisa teve que desenvolver novas tecnologias exigidas pelo dispositivo. Foi realizado estudo para a elaboração de uma órtese com estrutura mais confortável aos indivíduos com ELA. Ao contrário de pessoas com lesão medular, quem é acometido pela ELA possui sensibilidade nas mãos. Por esse motivo, a órtese confeccionada tem uma estrutura vazada, de forma a deixar a palma da mão livre, para que os pacientes que a utilizarem consigam sentir o objeto em que estão tocando.

A órtese é produzida de acordo com a anatomia do braço do usuário. Depois de escanear o braço de quem vai usá-la, a equipe de pesquisadores desenha e imprime, em 3D, uma estrutura de modelo vazado, fabricada em plástico de poliácido lático (PLA), um material biodegradável. Os pesquisadores conseguiram empregar o PLA por meio de parceria com uma empresa privada, que cedeu os direitos da tecnologia do desenho industrial para fins de pesquisa e desenvolvimentos acadêmicos.

A pesquisa, realizada no Lais-HUOL/Ebserh, constitui uma parceria entre o Programa de Pós-graduação em Fisioterapia e o Departamento de Engenharia Biomédica da UFRN, além de contar com o apoio da Unidade do Sistema Neuromuscular do hospital da Rede Ebserh e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Acesse a notícia completa na página da Ebserh.

Fonte: HUOL-UFRN/Ebserh.

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