Notícia

Projetos com impressão 3D na EESC promovem interface entre engenharia e saúde

Projetos incluem modelos computacionais e moldes para próteses ósseas

Marcos Santos, USP Imagens

Fonte

EESC-USP

Data

terça-feira, 28 outubro 2014 18:40

Áreas

Biofabricação

Flexibilidade e capacidade de impressão de geometrias complexas são duas das principais características da manufatura aditiva, ou impressão 3D, que vem conquistando um espaço crescente no mercado industrial. Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), a Profa. Dra. Zilda de Castro Silveira, do Departamento de Engenharia Mecânica (SEM), trabalha há dois anos com o desenvolvimento de soluções construtivas e otimização de cabeçotes intercambiáveis para impressoras 3-D portáteis, utilizando como matéria-prima os polímeros poliamida e policaprolactona (PCL) em estado de pó. O Prof. Dr. Jonas de Carvalho, também do SEM, pesquisa e desenvolve projetos com tecnologias de manufatura aditiva desde 2002, voltados para criação de modelos computacionais e geração de moldes para próteses ósseas, especificamente mandibulares.

Entre os projetos de destaque em impressão 3D desenvolvidos pelo professor, está a fabricação de moldes utilizados em cirurgias de reconstituição de falhas de crânio e mandíbula, os chamados ‘scaffolds. As peças são personalizadas, impressas a partir da geometria dos ossos, obtidas por intermédio de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Desse modo é possível planejar cautelosamente e diminuir o tempo das cirurgias, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Atualmente, a pesquisa em manufatura aditiva tem incluído uma interface cada vez maior entre áreas da engenharia e da saúde. As linhas de pesquisa em bioengenharia e bioimpressão nos dão a expectativa de que, no futuro próximo, os pesquisadores conseguirão imprimir tecidos cartilaginosos, ósseos e até mesmo órgãos do corpo humano. A geração de ‘scaffolds‘ a partir da manufatura aditiva foi o primeiro passo desse estudo multidisciplinar. O molde produzido geralmente é poroso, biodegradável e tem as funções de regenerar o tecido, preservar seu volume, manter as funções mecânicas por um determinado período de tempo e liberar os biofatores que resgatam a memória estrutural original.

Leia mais na página de Notícias da USP.

Fonte:  Keite Marques, Assessora de Imprensa da EESC-USP. Imagem: Marcos Santos, USP Imagens.

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