Notícia

UFMS desenvolve pesquisas em materiais odontológicos com nanopartículas

Melhoria da qualidade de materiais odontológicos é o foco

Pixabay

Fonte

UFMS | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Data

quinta-feira, 20 setembro 2018 10:55

Áreas

Odontologia. Biomateriais. Nanotecnologia.

Com tamanho entre um e cem nanômetros, as nanopartículas já invadiram o universo odontológico, onde as pesquisas buscam desenvolver novos materiais, melhorando suas propriedades. Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), algumas pesquisas com nanotecnologia estão sendo realizadas na Faculdade de Odontologia (Faodo), com parceria do Instituto de Química (Inqui).

“Essa é uma área de grande potencial no desenvolvimento e melhora dos materiais odontológicos. A expectativa é de que a nanotecnologia desbrave até outras áreas que ainda precisam de melhores soluções, como a sensibilidade dentária, incômodo muito frequente em pacientes”, explica a Dra. Margareth Coutinho, professora que coordena a pesquisa “O desenvolvimento de materiais odontológicos contento nanopartículas” e orienta uma série de outras pesquisas na área.

Minimalismo

Uma das propostas em estudo é a utilização de nanopartículas de óxido de zinco (ZnO) inseridas no cimento com finalidade ortodôntica. “O óxido de zinco foi introduzido no cimento com o intuito de melhorar a efetividade antimicrobiana. Esse cimento fixa os brackets nos dentes dos pacientes – geralmente jovens, que já tem uma higienização deficiente, o que é preocupante pois o tratamento ortodôntico dificulta por si só higiene dental”, explica a pesquisadora.

Pela pesquisa de mestrado, foram inseridas nanopartículas de ZnO em um agente cimentante já comercializado, na tentativa de instalar a propriedade antimicrobiana no cimento resinoso. “Nós conseguimos num curto período de tempo essa ação antimicrobiana, de 10 a 15 dias. Entretanto, ainda temos de evoluir nesse trabalho a longo prazo”, comenta a Dra. Margareth.

Outra pesquisa buscou aumentar a resistência do cimento ionomérico a partir do uso de nanopartículas. “Nesse caso, embora as nanopartículas de sílica não tenham prejudicado as propriedades desse material, não houve melhora da resistência, então precisamos continuar verificando quais outras nanopartículas poderiam ser utilizadas, visto que a nanosílica não teve o efeito esperado”, argumenta a especialista.

Atualmente, está sendo produzida nanopartícula de sílica ligada à arginina, com a proposta de reduzir a permeabilidade dentinária e, com isso, se o resultado for favorável, poderá impedir a sensibilidade pós-operatória. Nas situações de dentina radicular expostas, poderá até reduzir a sensibilidade dos pacientes.

Acesse a notícia completa na página da UFMS.

Fonte: Paula Pimenta, UFMS. Imagem: Pixabay.

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