Notícia

Tonturas e os problemas do equilíbrio em pessoas idosas

Doenças e medicamentos podem causar tonturas e levar a quedas e traumas

Getty Images

Fonte

Clínica Sepam

Data

sexta-feira, 4 setembro 2020 12:10

Áreas

Medicina, Otorrinolaringologia. Saúde do Idoso.

“A tontura, ou perturbação do equilíbrio corporal, é um sintoma muito comum no dia a dia das pessoas. Geralmente, a tontura é associada a problemas no ouvido interno (labirinto), que, por sua vez, é afetado por algumas doenças ou pela variada quantidade de medicação ingerida. Os sintomas mais comuns são instabilidade, atordoamento, visão borrada, zumbido no ouvido, náuseas, vômitos e sensação de flutuação”, explica a Dra. Cristiane Vainchelboim, da Clínica Sepam, em São Paulo.

A tontura também pode ser caracterizada por:

Diabetes: Em alguns casos, pessoas com diabetes tipo 1 e, raramente, tipo 2, possuem casos de hipoglicemia (elevada queda de glicose no sangue), e a tontura é um dos seus sintomas, além do suor frio, sensação de desmaio e náuseas.
Doença de Ménière: Essa doença crônica é causada pelo aumento da pressão da endolinfa, um líquido que fica no labirinto (ouvido). Com este aumento de pressão, as células do ouvido responsáveis pelo equilíbrio são afetadas, podendo desencadear uma Labirintite, que por sua vez causa tontura, falta de equilíbrio, zumbido, entre outros sintomas menos pertinentes.
Pressão baixa: Também chamada de hipotensão. Tontura, alterações de visão e sensação de desmaio são alguns de seus sintomas.
Anemia: Acontece quando há falta de oxigênio ou nutrientes no corpo. Contudo, o mais comum é a falta de ferro, o que pode desencadear fraqueza, palidez e tontura.
Problemas no coração: Arritmia cardíaca, doenças das válvulas cardíacas e coração aumentado são doenças que podem causar tontura. Além disso outra doença  é a Síndrome Vasovagal, quando o paciente apresenta queda repentina e brusca da pressão arterial ou da frequência cardíaca; geralmente em situações de alto estresse, quando se fica muito tempo sem praticar exercícios ou, também, quando se faz exercícios além do recomendável.
Labirintite: doença que afeta a saúde do labirinto (ouvido), cujas estruturas são responsáveis pela audição e pelo equilíbrio. Pode causar causa tontura, vertigem e sensação de desmaio.

Vertigem e desequilíbrio

Vertigem é quando se perde o equilíbrio corporal, parecendo que tudo à sua volta está rodando. Além disso náuseas, vômitos e palidez podem surgir acompanhadas desta condição. Todavia, na maioria das vezes, a vertigem é causada por doenças referentes ao ouvido (síndromes vestibulares periféricas).
Um dos sintomas mais comuns que desencadeiam a tontura é a falta de equilíbrio corporal. Ou seja, a pessoa perde a sensação de equilíbrio e começa a cambalear e sentir a tontura constantemente. Todavia, isso geralmente acontece em idosos. Mas existem situações que podem causar este sintoma:

  • Doenças neurológicas, como Parkinson, AVC, Alzheimer e tumor cerebral;
  • Pancadas na cabeça;
  • Perda da sensibilidade: pode acontecer nos pés e nas pernas, geralmente por causa do diabetes;
  • Uso de álcool ou drogas;
  • Uso de medicações.

O que fazer quando sentir tontura

Em primeiro lugar, não fique perto de janelas, pode ser uma vertigem. Posteriormente, deite-se e feche os olhos. Logo em seguida, continue respirando fundo. Finalmente, após melhorar, levante com bastante calma.

Melhorou? Caso não, deite-se novamente e peça auxílio. Procure se acalmar o máximo possível. Existem tratamentos e medicamentos para resolver esse problema. Consulte um médico para verificar os motivos da tontura ou vertigem.  É importante ficar em repouso até a averiguação. Talvez você tenha que tomar algum medicamento (como fitoterápicos) e fazer alguns tratamentos (como exercícios de reabilitação labiríntica).

Medicações que podem causar tontura

Primeiramente, não se automedique! Acima de tudo é necessário auxilio médico.

Todavia, existe uma série de remédios que podem influenciar na tontura e, posteriormente, no desequilíbrio corporal:

Relaxantes musculares: Baclofeno e Ciclobenzaprina.
Anti-Inflamatórios: Cetoprofeno, Diclofenato, Nimesulida e Piroxicam.
Remédios para controle de pressão ou de batimentos cardíacos: Verapamil, Propranol. Metildopa, Hidroclorotiazida, Anlodipino, Nifedipino, Captopril, Enalapril e Loratadina.
Antibióticos, antifúngicos e antivirais: Metronidazol, Cefuroxima, Cefalotina, Cefalexina, Ciprofloxacino, Estreptomicina, Gentamicina, Amicacina, Claritromicina, Cetoconazol e Aciclovir.
Antialérgicos: Loratadina, Prometazina e Dexclorferinamina.
Sedativos e ansiolíticos: Diazepam, Clonazepam e Lorazepam.
Medicamentos para diabetes: Insulina, Gibenclamida e Glimepirida (causam queda da glicemia).
Medicamentos para asma: Salbutamol e Aminofilina.
Antiespasmódicos: Hioscina e Escopolamina (são usados para tratar cólicas).
Medicamentos para combater vermes e parasitas: Quinino, Albendazol e Mebendazol.
Anticonvulsivantes e Antipsicóticos: Haloperidol, Quetiapina, Risperidona, Carbamazepina, Fenitoína e Gabapentina.
Medicamentos para Parkinson ou alterações de movimento: Seleginina, Levodopa, Carbidopa, Biperideno.
Medicamentos para colesterol e triglicerídeos: Lovastatina, Genfibrozila, Atorvastatina e Sinvastatina.
Quimioterápicos ou imunossupressores: Flutamida, Metotrexato e Tamoxifeno.
Medicamentos para próstata ou retenção urinária: Doxazosina e Terazosina. 

Acesse a notícia completa na página da Clínica Sepam.

Fonte: Dra. Cristiane Vainchelboim, Clínica Sepam. Imagem: Getty Images.

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