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Tomografia PET pode ajudar a prever sucesso de terapia com inibidores de checkpoint contra o câncer

Resposta à terapia se correlacionou com a captação de atezolizumab marcado pelo tumor, como visualizado pelo PET scan

 

Siemens Healthineers

Fonte

Universidade de Groningen

Data

sábado, 1 dezembro 2018 10:55

Áreas

Diagnóstico por Imagens. Tomografia. Oncologia.

A terapia com inibidores de checkpoint é uma nova maneira de tratar o câncer. O objetivo é inibir o mecanismo que impede o sistema imunológico do paciente de atacar o tumor. Os resultados foram significativos e os descobridores dos checkpoints e seus inibidores receberam o Prêmio Nobel de Medicina de 2018. Infelizmente, nem todos os pacientes com câncer respondem a esse tratamento, e atualmente os métodos disponíveis não preveem adequadamente sua resposta. Mas agora uma equipe de cientistas liderada por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Groningen (UMCG), nos Países Baixos, mostrou que a absorção de um inibidor de checkpoint radiomarcado se correlaciona com a futura resposta ao tratamento. A pesquisa foi desenvolvida juntamente com colegas da Universidade Utrecht, também nos Países Baixos, e da empresa de biotecnologia Genentech, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine no último dia 26 de novembro.

Por muitos anos, oncologistas tentaram estimular o sistema imunológico de pacientes com câncer a atacar células tumorais, mas os resultados foram em grande parte decepcionantes até a descoberta dos checkpoints imunológicos. Estes regulam a ativação imunológica e em pacientes com câncer eles impedem uma resposta imune antitumoral. A descoberta dos checkpoints e seu mecanismo de ação levou ao desenvolvimento de inibidores de checkpoints: anticorpos que removem esse freio no sistema imunológico.

“Os resultados dos inibidores de checkpoint podem ser realmente espetaculares”, diz a Dra. Liesbeth de Vries, médica oncologista do Departamento de Oncologia Médica do Centro Médico da Universidade de Groningen. “Mas nem todos os pacientes respondem ao tratamento, e atualmente não temos indicadores confiáveis ​​para prever quem será beneficiado.” As análises imuno-histoquímicas de biópsias tumorais avaliando a presença do checkpoint foram inconclusivas, com falsos positivos e falsos negativos.

Segundo a Dra. De Vries, “há crescente percepção de que os tumores podem ser muito heterogêneos e dinâmicos, mas uma biópsia, além de invasiva, fornece apenas um instantâneo de um único local. Usando  a tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) e um anticorpo radiomarcado, fomos capazes de avaliar o alvo molecular em todo o corpo e durante um período de uma semana”. Os cientistas publicaram os resultados de 22 pacientes com três tipos de câncer (câncer de bexiga, câncer de pulmão e câncer de mama triplo negativo) que se presumia responderem aos inibidores do checkpoint.

Os pacientes receberam uma dose do marcador atezolizumab, um anticorpo contra o checkpoint PD-L1, marcado com 89Zr, um isótopo sintético de zircônio (Zr). A ligação do anticorpo ao alvo molecular foi detectada pelo PET scan até uma semana após a injeção. Como parte do estudo subsequente, foram realizadas biópsias e os pacientes receberam tratamento com atezolizumab não marcado e a resposta do tumor foi estudada.

“Descobrimos que a resposta global se correlacionou melhor com a captação de atezolizumab marcado pelo tumor, como visualizado pelo PET scan”, explica a Dra. De Vries. “Além disso, quando observamos lesões individuais, o encolhimento de um tumor durante o acompanhamento também se correlacionou com a captação inicial de atezolizumab marcado.” Essas correlações foram muito mais fortes do que as obtidas por análise imuno-histoquímica das biópsias do tumor. A captação do inibidor do checkpoint também foi observada no baço, nódulos linfáticos sem tumor, amígdalas e nos locais de infecções resolvidas.

A Dra. De Vries enfatiza que este foi apenas um estudo de prova de conceito. “Em uma pequena população, demonstramos que esse método pode ser usado para prever a resposta do paciente à terapia com inibidores de checkpoint”. Essa descoberta inicial agora precisa de replicação em grupos maiores de pacientes e será combinada com outros preditores. ‘A terapia com inibidor de checkpoint pode ter efeitos colaterais sérios para alguns pacientes e é muito cara. Portanto, ser capaz de prever quem se beneficiará com os inibidores de checkpoint será um grande passo à frente ”, conclui a pesquisadora.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia na página da Universidade de Groningen (em inglês).

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