Notícia

Telerreabilitação pode ajudar pessoas que vivem com esclerose múltipla

Embora os benefícios sejam amplamente conhecidos, a participação em atividades físicas regulares ainda é um desafio para muitos pacientes

Divulgação

Fonte

Universidade Murdoch

Data

quarta-feira, 19 agosto 2020 13:50

Áreas

Biomecânica. Educação Física. Fisioterapia. Neurociências. Reabilitação.

Para as pessoas que vivem com esclerose múltipla (EM), os exercícios podem ajudar a controlar muitos dos sintomas e melhorar a saúde geral. Embora esses benefícios sejam amplamente conhecidos, a participação em atividades físicas regulares ainda é um desafio para muitos.

A Dra. Yvonne Learmonth, professora de Ciência do Exercício na Universidade Murdoch, na Austrália, está trabalhando com seus alunos e colegas para investigar maneiras de aumentar o número de pacientes com EM que participam de programas de exercícios.

A primeira fase do estudo concentrou-se em entrevistar pessoas com EM, cuidadores e profissionais de saúde para entender melhor suas opiniões sobre a acessibilidade e adequação de programas de exercícios para australianos rurais com EM. A primeira fase incluiu um estudo controlado e randomizado com 72 pessoas com sintomas leves a moderados de EM – o que significa que todos eram capazes de andar independentemente ou com o uso de uma bengala.

“Um grupo está continuando seus comportamentos de exercícios habituais, enquanto o outro grupo recebeu um programa de exercícios [específico]. Isso incluiu equipamentos como um pedômetro, faixas de resistência elástica, bem como acesso a um programa de exercícios online, chamadas de treinamento por vídeo e boletins educacionais para ajudar com os exercícios em casa”, explicou a Dra. Learmonth.

“Pedimos a eles que preenchessem questionários elaborados para avaliar e medir sua participação atual em exercícios e percepção de mobilidade e força, sensação de fadiga, humor e atitude geral em relação ao exercício antes, durante e após o período de teste”, continuou a pesquisadora.

A Dra. Learmonth disse que entregar o programa por meio de um serviço de telessaúde significa que ele pode ser distribuído para uma população ampla.“O interesse tem sido extremamente positivo em todo o país. Também é importante lembrar que as pessoas nas grandes cidades também podem não ter acesso fácil a esses recursos. Pode ser difícil para eles se deslocarem para uma clínica ou eles dependem do equipamento de um profissional de saúde e motivação externa, então eles não continuam por conta própria”, destacou a especialista.

Moldando o futuro da prática clínica

Os resultados do estudo já demonstraram grande interesse dos participantes, com mais de 700 pessoas acessando informações sobre o estudo on-line.

A Dra. Learmonth disse que a primeira fase do estudo demonstrou aumento moderado no comportamento de exercício auto-relatado e conformidade geral com o programa entre o grupo que recebeu as estratégias de intervenção.

O estudo está agora na sua segunda fase de pacientes com esclerose múltipla, usando os resultados para refinar o programa e sua aplicação. A equipe está preparando o projeto para que profissionais de saúde australianos possam testar a metodologia como parte da prática clínica regular.

“Queremos aumentar o acesso ao tratamento com exercícios para todas as pessoas com EM, removendo as barreiras físicas e psicológicas atualmente existentes. Esperamos capacitá-los a assumir o controle de sua própria saúde com a orientação de profissionais de saúde, e nossos resultados mostram que estamos nos aproximando desse objetivo”, concluiu a Dra. Learmonth.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Murdoch (em inglês).

Fonte: Universidade Murdoch. Imagem: Divulgação.

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