Notícia

Técnica de neuroimagem ajuda a entender efeitos da epilepsia no cérebro

Estudo multicêntrico envolveu consórcio internacional, com participação do Brasil

Divulgação

Fonte

Agência Fapesp

Data

segunda-feira, 5 março 2018 16:10

Áreas

Neurologia. Epilepsia. Imagens Médicas.

Um consórcio internacional de pesquisa analisou, com técnicas de neuroimagem, o cérebro de mais de 3,8 mil voluntários de diferentes países. É o maior estudo do tipo já feito. O objetivo foi investigar semelhanças e diferenças anatômicas presentes no cérebro de indivíduos com diferentes tipos de epilepsia e, assim, buscar marcadores que auxiliem no prognóstico e no tratamento.

A pesquisa multicêntrica contou com a participação do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os resultados foram divulgados no periódico científico internacional Brain.

“O avanço nas técnicas de neuroimagem tem permitido detectar alterações estruturais no cérebro de pessoas com epilepsia que antes passavam despercebidas”, contou o Dr. Fernando Cendes, professor da Unicamp e coordenador do BRAINN.

“Porém, existiam muitas discrepâncias nos estudos anteriores, que incluíram algumas dezenas ou centenas de voluntários. Nosso objetivo era fazer esse tipo de análise em uma série realmente grande de pacientes para obter dados mais robustos”, disse.

O termo epilepsia abrange um conjunto de desordens neurológicas cujo traço comum é a alteração temporária do funcionamento cerebral sem uma causa aparente, como febre alta ou uso de psicoativos.

Por alguns momentos, parte do cérebro passa a emitir sinais incorretos, que podem ficar restritos a um local ou espalhar-se por todo o órgão. Essas falhas no processamento causam as crises epilépticas, que podem ir de distorções na percepção e movimentos descontrolados até mesmo a convulsões e perda de consciência.

A frequência e a gravidade das crises – bem como a resposta à terapia medicamentosa – variam de acordo com a parte do cérebro afetada e outros fatores ainda não completamente conhecidos. Dados da literatura científica indicam que aproximadamente um terço dos pacientes não responde bem às drogas antiepilépticas. Estudos mostram que esses indivíduos são mais propensos a desenvolver alterações cognitivas e comportamentais com o passar dos anos.

A nova pesquisa foi conduzida no âmbito de um consórcio internacional chamado ENIGMA (acrônimo em inglês para Melhorando a Neuroimagem Genética por Metanálise), dedicado a estudar diversas doenças neurológicas e psiquiátricas. Participaram deste estudo 24 centros, de diversos países, ligados ao subgrupo do consórcio que trata de epilepsia.

“Cada centro ficou responsável por coletar e analisar os dados de seus pacientes. Em seguida, todo o material foi enviado para o Imaging Genetics Center, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, centro responsável por consolidar os resultados em uma metanálise”, explicou o Dr. Fernando Cendes.

Ao todo, foram incluídos dados de 2.149 pessoas com epilepsia e 1.727 indivíduos controle (sem doença neurológica ou psiquiátrica). A Unicamp foi o centro com a maior amostragem: 291 pacientes e 398 controles.

Acesse a matéria completa da Agência Fapesp.

Fonte: Karina Toledo, Agência Fapesp. Imagem: Divulgação.

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