Notícia

Sistema desenvolvido na PUCRS pode evitar falhas em prescrições médicas

Sistema também pode evitar a reinternação antes de 30 dias

Bruno Todeschini

Fonte

PUCRS | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Data

quinta-feira, 20 junho 2019 12:30

Áreas

Computação. Bioinformática. Inteligência Artificial. Gestão da Saúde.

Médicos do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, fazem em torno de mil prescrições por dia, cada uma com dez medicamentos em média. Todas passam pela avaliação exaustiva de farmacêuticos. Um sistema desenvolvido pelo Grupo de Inteligência Artificial (IA) na Saúde, da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), estabelece uma ordem de prioridade para análise. A iniciativa, que está em implantação na instituição, coincide com o Desafio Global de Segurança do Paciente, da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% os erros de medicações entre 2017 e 2020.

Os profissionais terão sinalizações para identificarem os casos que exigem mais atenção. O vermelho indicará receitas fora do padrão em relação à dose e à frequência; o amarelo apontará as que estão em parte diferentes dos modelos de referência; e o branco mostrará as usuais.

Também será lançada outra solução de grande interesse para auxiliar na avaliação da reinternação precoce, quando o paciente tem alta e retorna em menos de 30 dias. Hoje, a equipe do Escritório de Gestão de Altas do Hospital Conceição verifica manualmente as informações. Utilizando a inteligência artificial, o grupo da PUCRS vai criar um sistema baseado no conteúdo dos prontuários (evolução, exames e prescrições).

Código aberto

“A decisão é do profissional da saúde. Essas ferramentas funcionam como suporte para agilizar seu trabalho”, adverte o professor Dr. Rafael Bordini, da Escola Politécnica, que integra o Núcleo de Inteligência Artificial, do qual o Grupo de IA na Saúde, fundado em 2018, faz parte. O docente sublinha a prática da Universidade de compartilhar o conhecimento como software de código aberto. Não só o GHC e o Hospital São Lucas, principais parceiros do Grupo, poderão se beneficiar das vantagens desses sistemas. Estão se integrando os hospitais Ernesto Dornelles, Santa Casa, Mãe de Deus e Moinhos de Vento, na capital gaúcha, e Sírio Libanês, em São Paulo. Há ainda parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e o Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica da PUCRS.

Conheça mais detalhes sobre o desenvolvimento do trabalho na edição 189 da Revista PUCRS.

Acesse a notícia na página da PUCRS.

Fonte: Ana Paula Acauan, Revista PUCRS. Imagem: Bruno Todeschini.

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