Notícia

Sem progresso: inatividade física continua sendo uma pandemia global

Especialistas pedem ação urgente para melhorar a atividade física em todo o mundo: pesquisas não mostram progressos em quase uma década

Ketut Subiyanto via Pexels

Fonte

Universidade de Sydney

Data

quinta-feira, 29 julho 2021 06:10

Áreas

Educação Física. Metabolismo. Saúde Pública.

Uma nova série de três artigos publicados na revista científica The Lancet, coliderada pela Universidade de Sydney, na Austrália, revela que desde as Olimpíadas de 2016, o progresso mundial para melhorar a atividade física estagnou, com mais de cinco milhões de mortes por ano associadas à inatividade.

O lento progresso na direção da atividade física foi exacerbado pela pandemia de COVID-19, com bloqueios provavelmente associados a menos atividade física geral em todo o mundo.

Os pesquisadores examinaram a oportunidade perdida do legado olímpico na promoção da atividade física, níveis de atividade física em adolescentes e em pessoas com deficiência.

Os resultados destacam que adolescentes e pessoas com deficiência estavam entre as populações com menor probabilidade de ter o apoio necessário para cumprir as diretrizes de atividade física da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, os pesquisadores não encontraram nenhuma mudança mensurável na participação em esportes imediatamente antes ou depois dos Jogos Olímpicos anteriores.

“A ironia das Olimpíadas é que, para a maioria das pessoas, o objetivo é sentar no sofá assistindo esportes na TV”, disse a Dra. Melody Ding, professora da Universidade de Sydney, que coliderou a série publicada na revista The Lancet com dois colegas internacionais.

“Devemos considerar as Olimpíadas uma oportunidade para lembrar o público e nossos tomadores de decisão sobre a importância da atividade física. Isso não é algo em que devemos pensar uma vez a cada quatro anos. Deve ser uma conversa que devemos ter o tempo todo. Em vez de pensar apenas em esportes de elite, devemos ver as Olimpíadas como uma oportunidade de criar um legado de participação em esportes em massa e promover a atividade física em nível populacional. Isso é especialmente importante para aqueles de nós que vivem vidas sedentárias em confinamento”, destacou a professora.

Além da série de artigos publicados na The Lancet, análises recentes publicadas na revista científica Journal of Physical Activity and Health também destacam como investir na promoção da atividade física em nível populacional é fundamental para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento de Sustentável das Nações Unidas, que incluem saúde e bem-estar, clima ação e cidades e comunidades sustentáveis.

Falta de apoio para pessoas com deficiência e adolescentes

A análise global mostrou que 1,6 milhão de crianças em idade escolar de 146 países não teve nenhum progresso para melhorar a atividade física dos adolescentes.

É a análise mais atualizada desse tipo, descobrindo que 80% dos adolescentes em idade escolar não cumpriram as diretrizes recomendadas pela OMS de 60 minutos de atividade física por dia, número já relatado em um artigo publicado na revista The Lancet em 2012.

Principais conclusões do estudo:

  • 80% dos adolescentes em idade escolar não atendem às diretrizes da OMS para atividade física;
  • 40% dos adolescentes nunca vão a pé para a escola;
  • 25% sentam-se por mais de 3 horas por dia, além de sentarem na escola e para fazer o dever de casa;
  • 60% dos meninos e 56% das meninas passam duas horas ou mais por dia assistindo televisão;
  • 51% dos meninos e 33% das meninas passavam duas horas ou mais por dia jogando videogame.
  • No entanto, pouco sabem sobre como isso afeta sua saúde cardiometabólica e mental.

Acesse a publicação na revista The Lancet (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Sydney (em inglês).

Fonte: Ivy Shih, Universidade de Sydney. Imagem: Ketut Subiyanto via Pexels.

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