Notícia

Projeto acadêmico ajudou empreendedoras a desenvolver um novo dispositivo contraceptivo

Empreendedoras desenvolveram a ideia após descobrirem uma lacuna no mercado de anticoncepcionais

Matthew Modoono, Universidade Northeastern

Fonte

Universidade Northeastern

Data

terça-feira, 29 junho 2021 06:25

Áreas

Empreendedorismo. Engenharia Biomédica. Saúde da Mulher.

Tudo começou com um projeto acadêmico em 2018. Emily Man e Valeria Martinuzzi mal se conheciam. A ideia delas de um dispositivo anticoncepcional acessível que não estivesse associado a efeitos colaterais ganhou força. E elas se tornaram co-fundadoras da startup Venova Technologies.

Recentemente, elas ganharam um Prêmio de Inovação de US$ 10.000 (cerca de R$ 50 mil) da iniciativa de inclusão e empreendedorismo ‘Mulheres que Empoderam‘, da Universidade Northeastern, nos Estados Unidos. A premiação reconhece 19 mulheres que são graduadas ou atuais alunas da Universidade Northeastern.

A Venova Technologies foi convidada pelo Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos para realizar estudos do dispositivo com primatas não humanos. O Prêmio ajudará a financiar esses estudos e, em seguida, virá uma série de ensaios clínicos.

“Por estarem sujeitos a tais processos regulatórios e ensaios clínicos rigorosos, há um longo horizonte de tempo para o desenvolvimento de dispositivos médicos. O tempo médio que leva do conceito ao mercado é de cinco a sete anos”, disse Emily Man, que se formou em 2019 como Mestra e Bacharela em Bioengenharia e Engenharia Biomédica na Universidade Northeastern.

Emily Man e Valeria Martinuzzi se conheceram durante um curso de Design de Implantes, há dois anos. Elas eram membros de uma equipe de quatro engenheiras encarregadas de investigar as necessidades não atendidas na saúde reprodutiva das mulheres. Então, elas apresentaram a ideia para um novo dispositivo anticoncepcional a um painel que incluía o Dr. Eric Lee, que se juntaria a elas como cofundador da Venova Technologies. “No início de sua carreira, ele também trabalhou em uma solução anticoncepcional. Então, acho que foi algo importante para ele, porque foi aí que sua carreira também começou. E acho que ele viu uma paixão muito semelhante em nossa apresentação”, relatou Emily Man.

As empreendedoras não falam publicamente dos detalhes de seu dispositivo porque a patente ainda está pendente. “É completamente diferente de tudo o que você vê no mercado. [O dispositivo] tem um método de barreira inédito que não depende de cobre ou hormônios. Mas não compromete a eficácia e confiabilidade de longo prazo, como você vê com outros métodos de barreira”, destacou Emily Man.

Elas desenvolveram a ideia após descobrirem uma lacuna no mercado de anticoncepcionais. “Sabíamos que, se pudéssemos encontrar uma solução que preenchesse essa lacuna, seria muito benéfico para muitas mulheres em todo o mundo”, disse Valeria Martinuzzi, que obteve seu Mestrado em Bioengenharia na Universidade Northeastern. “Como engenheiras, tivemos muitas sessões de brainstorming até ter essa ideia”, continuou a empreendedora.

As duas parceiras conseguiram superar a pandemia da COVID-19 porque já estavam acostumadas a trabalhar remotamente. Emily Man está em Cambridge, Massachusetts, enquanto Valeria Martinuzzi está em Miami.

“É muito emocionante. Parte do motivo pelo qual entramos neste setor, a Bioengenharia – é a paixão por criar dispositivos que tornariam a vida das pessoas mais fácil. Quando você encontra uma lacuna como essa e encontra uma solução potencial, tudo que você pode fazer é levá-la em frente”, concluiu Valeria Martinuzzi.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Northeastern (em inglês).

Fonte: Ian Thomsen, Universidade Northeastern. Imagem: Matthew Modoono, Universidade Northeastern.

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