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Pesquisadores estudam vértebras de tubarão para avançar no tratamento da osteoporose

Pesquisa usa Fonte Avançada de Fótons, nos Estados Unidos

Reprodução

Fonte

Universidade Northwestern

Data

sexta-feira, 2 agosto 2019 16:15

Áreas

Biomecânica. Ortopedia. Biomateriais.

Os tubarões não têm apenas mandíbulas poderosas. Eles também têm estrutura cartilaginosa invejavelmente forte que, apesar de se flexionar constantemente quando nadam, não se desgastam durante a vida do peixe. Os ossos humanos, no entanto, não podem suportar o mesmo tipo de flexão e se tornam mais frágeis à medida que as pessoas envelhecem.

Dr. Stuart Stock, da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, está usando a Fonte Avançada de Fótons (APS, da sigla em inglês) do Departamento de Energia dos Estados Unidos no Laboratório Nacional Argonne para entender melhor a formação e a força das vértebras de tubarão. Ele quer saber como o tecido do peixe se desenvolve e como ele funciona quando o peixe nada.

As vértebras de tubarão poderiam revelar “segredos” que ajudariam as pessoas com doença óssea degenerativa. Ele espera que sua pesquisa possa esclarecer a funcionalidade dos ossos e da cartilagem humana. O Dr. Stuart Stock está usando imagens de raios X 3D de alta resolução nas vértebras. “Acredito que há muito a aprender aqui”, disse o pesquisador.

O APS do Laboratório Argonne, que funciona como um raio X gigante, produz raios X extremamente brilhantes e focalizados que revelam a matéria em nível molecular.

O Dr. Stock passou sua carreira trabalhando na área de espalhamento de raios X e tomografia, desenvolvendo novas técnicas para estudar como o mineral ósseo e o colágeno mineralizado ósseo respondem ao estresse. “A maior parte do meu trabalho é na verdade em ossos de animais. Mas os ossos dos animais se comportam como ossos humanos e são muito mais fáceis de obter e estudar”, destaca o especialista.

“Seria melhor para os pacientes se os médicos tivessem uma maior compreensão do arranjo 3D dos minerais dentro dos ossos. Mas mesmo isso tem suas limitações. Ainda estamos sentindo falta de algo. E toda vez que obtemos novos conhecimentos nessa área, isso pode nos ajudar a desenvolver melhores tecido de substituição, permitindo mais sucesso clínico”, conclui o pesquisador.

Assista ao vídeo de apresentação do estudo:

Acesse a notícia na página da Universidade Northwestern (em inglês).

Fonte: Marla Paul, Universidade Northwestern. Imagem: Divulgação.

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