Notícia

Pesquisadores desenvolvem exoesqueleto para pessoas paraplégicas

Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia desenvolveram equipamento para auxiliar pessoas com deficiência a caminhar

Reprodução

Fonte

UFU | Universidade Federal de Uberlândia

Data

quinta-feira, 13 fevereiro 2020 11:45

Áreas

Biomecânica. Engenharia Biomédica. Reabilitação.

A paraplegia é uma condição física, congênita ou adquirida, na qual uma pessoa tem ausência total ou parcial dos movimentos das pernas. Essa condição pode provocar diversos problemas como feridas profundas na pele, má circulação sanguínea, osteoporose, problemas renais, infecção urinária e doenças cardíacas.

Para ajudar a minimizar esses riscos, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de MInas Gerais (Fapemig), desenvolveu um exoesqueleto para reabilitação de pessoas paraplégicas. Segundo o coordenador do estudo, o Dr. Rogério Sales Gonçalves – da Faculdade de Engenharia Mecânica – Femec/UFU), a utilização de um equipamento que permite a locomoção de pessoas com paraplegia pode ajudar a prevenir problemas de saúde, além de colaborar com a melhora do aspecto psicológico do usuário.

De acordo com o Dr. Rogério Gonçalves, o equipamento é formado por quatro “pernas”, sendo que cada uma é constituída por mecanismos que permitem a reprodução da marcha humana. O coordenador explica que a escolha visou prover sustentação, estabilidade e segurança ao usuário, uma vez que sempre haverá duas “pernas” em contato com o piso.

O professor destaca que, assim como o exoesqueleto apresentado na abertura da Copa Mundial de Futebol de 2014, que ocorreu no Brasil, a estrutura objetiva permitir a movimentação de pessoas com comprometimento na capacidade de andar. No entanto, o aparelho mineiro, além de ser focado em pessoas paraplégicas, funciona através da força do usuário, e não por motores. “Essa é a principal inovação do aparelho, uma vez que se tem uma estrutura de baixo custo que permite a movimentação e exercícios de todo o corpo do usuário proporcionando-lhe, ainda, uma melhora em sua saúde”, conta o pesquisador.

Desenvolvimento

A ideia de construir o exoesqueleto surgiu a partir de uma dissertação desenvolvida na UFU que identificou a necessidade de um dispositivo, de baixo custo, que permitisse que pessoas paraplégicas se movimentassem por meio de sua própria força.

O Dr. Rogério Gonçalves explica que, a partir desses requisitos, foi realizada a síntese do mecanismo para permitir reproduzir a movimentação das pernas e resistir ao peso do usuário. “Na sequência, foram realizadas simulações gráficas em computador e construído um protótipo”, conta.

Segundo o pesquisador, a ideia é que os usuários possam fazer atividades simples que os ajudem tanto na saúde física como psicológica. “Ações como conversar em pé – na mesma altura – com outras pessoas, movimentar as pernas melhorando a circulação e minimizando diversos problemas. Além disso, o equipamento permite um melhor condicionamento físico e respiratório e fortalecimentos dos braços, necessários para o acionamento/movimentação das pernas”, destaca o especialista.

Assista ao vídeo sobre o equipamento:

 

Próximos passos

O trabalho já gerou uma patente, administrada pela Fapemig e pela UFU. Atualmente, busca melhorias que permitam aos usuários fazer curvas. “Também serão realizados testes com voluntários, assim que houver a aprovação do dispositivo pelo comitê de ética para testes com seres humanos”, adianta o Dr. Gonçalves.

O grupo pretende, ainda, que a estrutura seja utilizada para a reabilitação de pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Estamos trabalhando para que a tecnologia esteja disponível no mercado a baixo custo, de forma que possa atender a todos, inclusive crianças”, finaliza o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da UFU.

Fonte: Portal Comunica UFU/Assessoria de Comunicação Social/ Fapemig. Imagem: Reprodução.

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