Notícia

Pesquisadores canadenses desenvolvem nova válvula cardíaca destinada a pacientes de alto risco

Nanocompósitos substituem tecido animal em novo design de válvula

Divulgação

Fonte

Universidade da Colúmbia Britânica

Data

quinta-feira, 18 abril 2019 09:30

Áreas

Cardiologia. Cirurgia Cardíaca. Biomecânica. Engenharia Biomédica.

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, criaram a primeira válvula cardíaca de biomaterial nanocompósito desenvolvida para reduzir ou eliminar as complicações relacionadas ao transplante de coração. Usando uma técnica recém-desenvolvida, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma válvula mais durável que permite que o coração se adapte mais rapidamente e com maior facilidade.

O professor Dr. Hadi Mohammadi dirige o Laboratório de Desempenho de Válvulas Cardíacas (LDVC) da Escola de Engenharia da Universidade da Colúmbia Britânica. Principal autor do estudo, ele diz que a nova válvula desenvolvida é um exemplo de uma válvula cardíaca transcateter, um promissor novo ramo da cardiologia. Essas válvulas são únicas porque podem ser inseridas em um paciente por meio de pequenas incisões, em vez de abrir o tórax do paciente – um procedimento geralmente mais seguro e muito menos invasivo.

“As válvulas cardíacas transcateter existentes são feitas de tecidos animais, na maioria das vezes a membrana pericárdica do coração de uma vaca, e tiveram sucesso apenas moderado até o momento”, explica o Dr. Mohammadi. “O problema é que elas enfrentam riscos significativos de implantação e podem levar a obstrução coronariana e lesão renal aguda.”

A nova válvula resolve esse problema usando nanocompósitos naturalmente derivados – um material formado de uma variedade de componentes muito pequenos – incluindo géis, vinil e celulose. A combinação do novo material com a natureza não invasiva das válvulas cardíacas transcateter torna esse novo design muito promissor para o uso em pacientes de alto risco, de acordo com o Dr. Mohammadi.

“O material não é apenas importante, mas o projeto e a construção de nossa válvula significam que ela diminui o estresse na válvula em até 40% em comparação com as válvulas atualmente disponíveis”, afirma o Dylan Goode, pesquisador de pós-graduação no LDVC. “É fabricado exclusivamente em uma forma contínua, por isso ganha força e flexibilidade para suportar as complicações circulatórias que podem surgir após o transplante”.

Trabalhando com pesquisadores do Hospital Geral de Kelowna e Universidade Western, a válvula passará por testes vigorosos para aperfeiçoar a composição e o design dos materiais. O teste incluirá simuladores do coração humano e estudos em animais in vivo. Se obtiver sucesso, a válvula prosseguirá para o teste clínico em pacientes.

“Este desenvolvimento tem o potencial de se tornar o novo padrão na substituição de válvulas cardíacas e fornecer uma solução mais segura e de longo prazo para muitos pacientes”.

O novo design foi destacado em um artigo publicado na revista científica Journal of Engineering in Medicine, com apoio financeiro do Conselho de Pesquisa em Ciências Naturais e Engenharia do Canadá.

Assista ao vídeo de apresentação do projeto:

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia na página da Universidade da Colúmbia Britânica (em inglês).

Fonte: Patty Wellborn, Universidade da Colúmbia Britânica. Imagem: Divulgação.

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