Notícia

Pesquisa testa materiais que podem melhorar próteses de titânio

Estudo conduzido em universidades mineiras testa o uso de produtos mais baratos para a bioadesão de próteses de titânio

Divulgação

Fonte

UFSJ | Universidade Federal de São João del-Rei

Data

sexta-feira, 11 janeiro 2019 17:50

Áreas

Biomateriais. Próteses. Reabilitação. Biocompatibilidade.

Diversos materiais são utilizados como substitutos ósseos, sendo comum o uso em procedimentos de saúde – seja em cirurgias ortopédicas e implantes dentários, entre outros. O material comumente utilizado para produção de próteses ósseas é o titânio, em razão da chamada biocompatibilidade, ou seja, a possibilidade de, na maioria dos casos, ser aceito pelo corpo sem rejeição. Apesar de o titânio apresentar boa capacidade das células aderirem à superfície do material (a chamada bioadesão), esta pode ser melhorada com o uso de outras substâncias, que estimulam a cicatrização óssea.

Estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa e Inovação em Reparo Tecidual dos Sistemas, composto por pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e associado à Rede Mineira de Pesquisa e Inovação para Bioengenharia de Nanossistemas, buscam alternativas para melhorar a bioadesão das próteses. No caso, tem sido utilizado o talco de pedra sabão, comum na região de Ouro Preto, aplicado também às esculturas barrocas expostas em igrejas mineiras. Essa substância tem custo muito menor que materiais usados até então, como o óxido de grafeno ou os nanotubos de carbono.

Testes biológicos desenvolvidos na UFSJ mostram resultados promissores: o uso do talco de pedra sabão, incorporado à hidroxiapatita (que também contribui para a adesão das células), apresentou boa biocompatibilidade e resultados semelhantes aos das peças de titânio com óxido de grafeno, cujo custo é bem mais expressivo.

A análise foi feita a partir de células ósseas, os osteoblastos (células responsáveis pela formação da matriz óssea), extraídas de cobaias e colocadas em contato com as diferentes amostras, analisadas por meio de testes específicos e por um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), presente no Laboratório de Microscopia da UFSJ.

Segundo a professora do Departamento de Ciências Naturais da UFSJ, Dra. Érika Lorena Fonseca Costa de Alvarenga, líder na Rede Mineira de Pesquisa e Inovação para Bioengenharia de Nanossistemas e integrante do Laboratório de Biologia do Reparo e Nanomateriais da UFSJ, foi possível observar ainda que as células se mantiveram vivas e produzindo material biológico necessário para formação da matriz óssea, indicativos de que o material poderá ter uma boa resposta quando aplicado em seres vivos. “Nós temos um material extremamente relevante e inovador, com custo-benefício ótimo, para melhorar as próteses de titânio. São osteocompatíveis e osteointegradores, não tóxicos, possuindo boa bioadesão e, além do mais, são osteocondutores, funcionando como arcabouço para a formação óssea”, avalia. Desse modo, peças de titânio revestidas com o novo material são promissoras por acelerarem a cicatrização óssea, contribuindo para a “fixação” das partes ósseas em uma fratura.

A produção das peças de titânio revestidas com talco de pedra sabão, hidroxiapatita e óxido de grafeno foi realizada a partir de pesquisas desenvolvidas na Federal de Ouro Preto, que colaborativamente cederam os materiais para os estudos na UFSJ.

Acesse a notícia completa na página da UFSJ.

Fonte: Ascom/UFSJ. Imagem: Divulgação.

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