Notícia

Novo dispositivo sem fio pode ajudar na recuperação de pacientes com câncer de mama

Sensor pode fornecer um aviso antecipado de falha potencial da cirurgia de reconstrução de mama, facilitando a tomada de medidas eficazes

 

TSGblue, Flickr

Fonte

Imperial College de Londres

Data

quarta-feira, 31 outubro 2018 16:35

Áreas

Bioeletrônica. Engenharia Biomédica. Medicina. Oncologia.

Uma equipe internacional liderada pelo Imperial College de Londres e financiada pelo Conselho de Pesquisas em Engenharia e Ciências Físicas (EPSRC) desenvolveu um “bio-patch” sem fio como parte do projeto “Sensores Inteligentes para Cirurgias” (Smart Sensing for Surgery).

Incorporando eletrônica com dimensões de apenas 1,8 x 1,1 cm, o bio-patch foi anexado aos pacientes por 48 horas após a cirurgia de reconstrução da mama. Ele executou com sucesso o monitoramento contínuo do nível de saturação de oxigênio no tecido transferido – um indicador-chave para verificar se há risco de falha na reconstrução.

Aviso antecipado

O professor Dr. Guang-Zhong Yang, que lidera o projeto Sensores Inteligentes para Cirurgias, disse: “Um suprimento insuficiente de sangue ou uma falha na cirurgia de reconstrução de mama pode ter um grande impacto na recuperação, prognóstico e bem-estar mental de um paciente com câncer de mama. Os sinais clínicos de falha geralmente ocorrem tardiamente e os pacientes podem retornar à sala de cirurgia com suspeita clínica”.

“Nosso novo bio-patch aborda esse problema fornecendo dados objetivos como um sistema de alerta precoce para a equipe médica, permitindo intervenções mais precoces e mais simples, além de proporcionar aos pacientes maior tranquilidade”, explica o especialista.

A cirurgia de reconstrução de mama após uma mastectomia rotineiramente inclui a transferência do próprio tecido do paciente para ajudar a reconstruir a mama. Este procedimento alcança altas taxas de sucesso, mas a detecção precoce de possíveis problemas pode ajudar a reduzir ainda mais as complicações pós-cirúrgicas e reduzir as taxas de insucesso da cirurgia.

Aproveitando uma técnica conhecida como espectroscopia de infravermelho próximo (NIRS), o novo dispositivo captura e transmite dados com segurança usando sensores selados dentro de materiais totalmente biocompatíveis. Os dados são criptografados para garantir segurança e privacidade. Os testes iniciais abriram a possibilidade de o bio-patch se tornar disponível para uso clínico generalizado dentro de 2 a 3 anos. A equipe do projeto está atualmente explorando o escopo para garantir o apoio comercial ou do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR) para o próximo estágio de desenvolvimento e comercialização.

O dispositivo também está sendo adaptado para ajudar a monitorar condições como demência e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Acesse a notícia completa na página do Imperial College de Londres (em inglês).

Fonte: Joanna Wilson, Imperial College de Londres. Imagem: TSGblue, Flickr.

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