Notícia

Nova tecnologia de estimulação cerebral pretende aliviar dor e depressão

Pesquisadores estão desenvolvendo nova tecnologia de estimulação magnética transcraniana (TMS) para tratar dor, depressão e outras condições neurológicas, com objetivo de tratamento mais rápido e eficaz

Divulgação, Universidade Aalto

Fonte

Universidade Aalto

Data

sexta-feira, 9 abril 2021 07:00

Áreas

Engenharia Biomédica. Física Médica. Medicina. Neurociências.

Imagine sentir dor crônica ou depressão tão forte que nenhum medicamento traga alívio. Essas condições podem não ser comuns, mas existem. Para os pacientes que têm a sorte de receber ajuda profissional, o tratamento geralmente envolve uma combinação de diferentes terapias. Um deles é a estimulação magnética transcraniana (TMS).

A ideia de ter uma corrente elétrica pulsando no cérebro não é confortável, mas o procedimento é completamente indolor. Uma bobina eletromagnética especialmente projetada é colocada na cabeça para induzir um pulso de campo magnético no cérebro que, por sua vez, produz um campo elétrico e uma resposta neural específica. Tudo o que o paciente sente é uma leve sensação de toque, como se o dedo de alguém tocasse repetidamente seu couro cabeludo.

Uma sessão de TMS dura entre 15 e 30 minutos, tempo em que o paciente recebe entre 1.000 e 3.000 estímulos. Dependendo da condição a ser tratada, a frequência é ajustada para acelerar ou desacelerar o disparo dos neurônios.

“Seu cérebro é um sistema de processamento de informações que gera correntes elétricas”, diz o professor Dr. Risto Ilmoniemi, que chefia o Departamento de Neurociência e Engenharia Biomédica da Universidade Aalto, na Finlândia. “Cada pensamento que você tem e cada ação que executa gera um campo magnético dentro e ao redor do seu cérebro. É cerca de um bilionésimo do campo da Terra”, destacou o pesquisador.

‘Se podemos medir o campo magnético do cérebro do lado de fora, então o princípio inverso da física significa que podemos influenciar o cérebro de fora também. É assim que podemos determinar com bastante precisão – usando a TMS – quais áreas do cérebro estão envolvidas em várias funções ‘, disse o Dr. Ilmoniemi.

Localização, orientação e intensidade

A estimulação magnética transcraniana existe desde meados da década de 1980, quando o Dr. Anthony Barker e sua equipe criaram o primeiro dispositivo TMS do mundo na cidade de Sheffield, no Reino Unido. Desde então, a técnica tem sido usada em todo o mundo como tratamento para dores crônicas, depressão e várias outras condições neurológicas.

Com a tecnologia disponível hoje, o direcionamento da TMS é um procedimento demorado para ser executado. O paciente primeiro precisa fazer uma ressonância magnética para mapear seu cérebro e identificar as áreas-alvo aproximadas para estimulação. Em seguida, o operador da TMS precisa fazer uma abordagem de tentativa e erro para mover o dispositivo TMS de bobina única ao redor da cabeça do paciente para encontrar o local, orientação e intensidade ideais para o tratamento. Este procedimento precisa ser repetido toda vez que a bobina é movida para uma nova área-alvo.

Esses são alguns dos desafios do TMS que a Universidade Aalto pretende enfrentar por meio do projeto ConnectToBrain. Apoiado por uma bolsa de 10 milhões de euros do Conselho Europeu de Pesquisa, a equipe do projeto está desenvolvendo um novo tipo de dispositivo TMS e os algoritmos necessários para executá-lo.

Enquanto os dispositivos TMS tradicionais têm apenas uma única bobina magnética, a equipe do ConnectToBrain desenvolveu uma TMS com várias bobinas, permitindo que mais de uma parte do cérebro seja estimulada em um determinado momento. O novo dispositivo TMS também inclui uma função de eletroencefalograma (EEG) para que as respostas elétricas do cérebro possam ser medidas em tempo real.

Muito do hardware e software é desenvolvido pela Universidade Aalto, enquanto a Universidade de Chieti-Pescara, na Itália. desenvolve o processamento de sinais e a tecnologia de inteligência artificial, e a Universidade de Tübingen, na Alemanha, trabalha em aplicações clínicas. Os experimentos de validação ocorrem no laboratório BioMag do Hospital da Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Aalto (em inglês).

Fonte: Universidade Aalto. Imagem: Dra. Selja Vaalto (à direita) e a doutoranda Aino Tervo, da Universidade Aalto, demonstram a TMS. Fonte: Divulgação, Universidade Aalto.

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