Notícia

Nova técnica na busca da impressão de órgãos

Técnica de impressão 3D desenvolvida na Universidade Harvard tem foco nos vasos necessários para suportar um tecido vivo

Divulgação, Instituto Wyss

Fonte

The Harvard Gazette

Data

sábado, 7 setembro 2019 13:25

Áreas

Biologia. Engenharia Biomédica. Impressão 3D.

Vinte pessoas morrem todos os dias esperando um transplante de órgão nos Estados Unidos e, embora mais de 30.000 pacientes recebam transplantes anualmente, outras 113.000 estão atualmente em listas de espera de órgãos.

Muitas pessoas vêem os órgãos humanos cultivados artificialmente como o Santo Graal para resolver a falta de órgãos, e os avanços na impressão 3D levaram a um boom no uso dessa técnica para realizar experimentos de tecidos vivos na forma de órgãos humanos. No entanto, todos os tecidos impressos em 3D até o momento não possuem a densidade celular e as funções em nível de órgão que são necessárias para viabilizar a reparação e substituição de órgãos.

No entanto, uma nova técnica – chamada SWIFT – criada por pesquisadores do Instituto Wyss de Engenharia Biologicamente Inspirada e da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas, ambos da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, supera esse grande obstáculo da impressão 3D vascular. Com a técnica, os pesquisadores conseguiram “construir” canais em matrizes vivas compostas por blocos derivados de células-tronco. A técnica produz tecidos viáveis, específicos de órgãos, com alta densidade e função celular. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Science Advances.

“Este é um paradigma totalmente novo para a fabricação de tecidos”, disse o Dr. Mark Skylar-Scott, pesquisador  do Instituto Wyss e um dos autores do estudo. “Em vez de tentar imprimir em 3D as células de um órgão inteiro, a técnica SWIFT se concentra apenas na impressão dos vasos necessários para apoiar uma construção de tecido vivo que contém grandes quantidades de blocos de células-tronco, que podem ser utilizados terapeuticamente para reparar e substituir órgãos humanos em laboratórios, contendo as próprias células dos pacientes. ”

A técnica SWIFT envolve um processo de duas etapas que começa com a formação de centenas de milhares de agregados derivados de células-tronco em uma matriz densa e viva de blocos de construção de órgãos que contém cerca de 200 milhões de células por mililitro. Em seguida, uma rede vascular através da qual oxigênio e outros nutrientes podem ser entregues às células é incorporada na matriz.

Assista ao vídeo que mostra a técnica SWIFT:

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade Harvard (em inglês).

Fonte: Lindsay Brownell, Instituto Wyss, Universidade Harvard. Imagem: Divulgação, Instituto Wyss.

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