Notícia

Jogo com acesso gratuito pode auxiliar na reabilitação remota de pessoas com paralisia cerebral

Pesquisadores desenvolvem plataforma de jogo para telerreabilitação durante quarentena

Divulgação, Unifesp

Fonte

Unifesp | Universidade Federal de São Paulo

Data

sexta-feira, 12 fevereiro 2021 06:40

Áreas

Computação. Neurociências. Reabilitação.

Estudo desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), Faculdade de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e Universidade de Oxford, no Reino Unido, se propôs a analisar a viabilidade e os benefícios da utilização de jogo sério (cujo propósito não é puramente o entretenimento) para telerreabilitação de pessoas com Paralisia Cerebral (PC) durante a fase de quarentena decorrente da pandemia de COVID-19.

Realizada entre os meses de março e junho de 2020, a análise foi feita com 44 participantes (22 com PC e 22 com desenvolvimento típico) de idades entre 11 e 28 anos, divididos em pares conforme suas faixas etárias e sexos. Todos executaram o jogo de timing coincidente e, a partir disso, os pesquisadores mediram o desempenho do movimento e a intensidade da atividade física por meio da Escala de Percepção de Esforço Borg (EPE).

O jogo oferece um estímulo motor para quaisquer restrições de mobilidade que o jogador possa ter, além de apresentar aos pesquisadores um relatório sobre o desempenho das pessoas que o jogam. Assim, é possível conferir se houve aprendizagem motora e, aplicando as Escalas de Percepção de Esforço, verificar se o jogo realmente promove atividade física para os participantes com restrição de mobilidade e para aqueles da mesma faixa etária com desenvolvimento típico.

A Dra. Talita Dias da Silva, fisioterapeuta e orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Medicina (Cardiologia) da Escola Paulista (EPM/Unifesp), explicou que o jogo, intitulado MoveHero, foi inspirado no Guitar Hero®: “Junto com música, o jogo exibe algumas bolinhas caindo, e a pessoa tem que alcançá-las no ritmo. Se o jogador perceber que está fácil para ele, também é possível trocar as fases – existe a opção de aumentar a velocidade e quantidade de bolinhas, além de escolher as músicas. É um jogo bem divertido! A ideia é engajar as pessoas pra que continuem praticando a atividade no dia a dia, dentro de casa”, comentou a pesquisadora.

A comparação entre os resultados dos participantes do estudo demonstrou que o jogo conseguiu promover uma melhora e aumento da atividade física e da percepção do esforço de ambos os grupos. A Dra. Talita Silva apontou que os participantes conseguiram se envolver, apesar da distância física, e relataram ter gostado das sessões, além de terem melhorado seus desempenhos em certos momentos de prática. Ela indica que o resultado mais significativo foi o aumento considerável na classificação da Percepção de Esforço dos indivíduos, sendo maior a classificação de pessoas com PC – as quais aumentaram tanto seu desempenho quanto a intensidade da atividade física ao utilizarem o jogo, e conseguiram realizar determinadas atividades no mesmo nível dos participantes com desenvolvimento típico.

O estudo publicado refere-se às pessoas com Paralisia Cerebral; no entanto, conforme indicado pela Dra. Talita Silva, recentemente os pesquisadores também aplicaram as análises com base no jogo em crianças com Transtorno do Espectro Autista, Distrofia Muscular de Duchenne e pacientes internados por COVID-19.

MoveHero é coordenado pelos docentes Dr. Carlos Bandeira de Mello Monteiro e Dr. Luciano Vieira de Araújo, da EACH/USP, e conduzido em parceria com o desenvolvedor Murilo Vinicius Brandão da Costa e com a fisioterapeuta da Unifesp.

O jogo foi disponibilizado durante a quarentena por meio de uma plataforma on-line para que as pessoas possam realizar remotamente os exercícios de reabilitação motora e cognitiva. O jogo é gratuito.

Acesse a página do jogo MoveHero.

Acesse a notícia na página da Unifesp.

Fonte: Juliana Cristina, Unifesp. Imagem: Divulgação, Unifesp.

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