Notícia

Grupo da UFMG desenvolve dispositivo eletrônico para analisar marcha humana

Tapete com sensores mede parâmetros como velocidade e comprimento do passo

Fonte

UFMG | Universidade Federal de Minas Gerais

Data

terça-feira, 9 abril 2019 10:35

Áreas

Biomecânica. Bioeletrônica. Análise de Marcha. Reabilitação.

A doutoranda do Programa de Pós-graduação em Bioengenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Wellingtânia Dias. desenvolveu dispositivo eletrônico de baixo custo e fácil manuseio para automatizar o tradicional método podograma – baseado na impressão da planta dos pés sobre uma pista de papel demarcada, com cronometragem do tempo de teste – utilizado por profissionais da área de biomecânica para análise da marcha humana.

Segundo Wellingtânia, cada indivíduo tem um padrão próprio da marcha, que começa a apresentar pequenas alterações com o processo de envelhecimento, ou quando a pessoa sofre qualquer tipo de lesão, como AVC, ou, ainda, quando se submete a uma cirurgia cardiovascular. “Analisar a locomoção pelo ato de andar ajuda a descobrir indícios de disfunções na saúde muscular, esquelética, neurológica e até emocional das pessoas, podendo contribuir para o diagnóstico e a prevenção de doenças e eventuais intervenções em pacientes”, observa.

Os parâmetros essenciais considerados na análise, como comprimento do passo e a velocidade, funcionam como preditores de quedas em idosos e ajudam a indicar a terapia mais adequada para recuperação do padrão normal e a acompanhar a evolução dos pacientes na fase de reabilitação. No entanto, a maioria das tecnologias disponíveis para avaliação da marcha utiliza sensores de pressão/força, piezoelétrico, piezorresistivo, capacitivo e células de carga, que são componentes importados e de alto custo, portanto, de difícil acesso para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“Diante dessa dificuldade, profissionais acabam recorrendo a métodos observacionais naturais e a ferramentas simples, como fita métrica, cronômetro e tinta para marcar os pés dos pacientes. São eficazes, mas podem resultar em erros, porque dependem da observação natural do profissional”, pondera a pesquisadora.

Em fase final de testes de confiabilidade e validação, o  chamado GAITWell já tem pedido de patente depositado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e assemelha-se a um tapete com sensores. Além disso, traz o diferencial da estrutura em módulos, que garante sua portabilidade. “Essa característica vai possibilitar aos profissionais  fácil adaptação e extensão dos módulos conforme as necessidades dos testes e em espaços físicos reduzidos. O transporte e a manutenção também serão facilitados”, conclui a pesquisadora.

Assista ao vídeo sobre o dispositivo, produzido pela TV UFMG:

Acesse a notícia completa na página da UFMG.

Fonte:  Teresa Sanches, Boletim UFMG. Imagem: Júlia Duarte, UFMG.

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