Notícia

Estudo aborda impacto da violência na vida dos adolescentes

Pesquisa foi conduzida pelo pesquisador do Instituto do Cérebro do RS, Dr. Augusto Buchweitz

 

Pixabay

Fonte

PUCRS | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Data

segunda-feira, 4 fevereiro 2019 09:45

Áreas

Medicina. Neurologia. Saúde do Adolescente.

Os impactos da violência no aprendizado e no desenvolvimento do cérebro de jovens brasileiros. Este é o conteúdo da pesquisa liderada pelo professor Dr. Augusto Buchweitz, da Escola de Ciências da Saúde da PUCRS e pesquisador do Instituto do Cérebro do RS (InsCer), que faz parte do projeto VIVA – Vida e Violência na Adolescência. É a primeira vez que um estudo de neuroimagem analisa como a violência afeta o cérebro de adolescentes latino-americanos. Essa pesquisa foi publicada na revista científica Developmental Science.

Para entender os impactos associados com a violência no funcionamento do cérebro de adolescentes, foram feitos convites e triagens em escolas em Porto Alegre, algumas das quais se situam em bairros com os maiores índices de violência e vulnerabilidade. Aplicou-se o Questionário de Vitimização de Adolescentes (JVQ – Juvenile Victimization Questionnaire, na sigla em inglês) e selecionaram-se estudantes para participarem das etapas seguintes do projeto no InsCer. Na Instituição, obtiveram-se amostras de cabelo, para medir o nível de cortisol (hormônio do estresse). Também foram realizados exames de ressonância magnética funcional em uma tarefa que investiga a percepção social: pares de olhos são mostrados durante o exame, e os adolescentes tinham de decidir o estado mental daquela pessoa na foto (feliz, triste e cansada).  Os resultados obtidos indicam que:

  • As áreas que envolvem a percepção e a cognição social estão menos ativadas em associação com uma maior exposição à violência. Estas regiões incluem o giro fusiforme e sulco temporal superior, ambos no hemisfério direito.
  • Ao mesmo tempo, a conectividade da amígdala (também conhecida como o “centro do medo” no cérebro) com este giro fusiforme direito, foi maior em associação com a exposição à violência. Ou seja, a mesma região que mostrou menos ativação em adolescentes mais expostos à violência, também estava se comunicando mais com a amígdala nestes mesmos adolescentes.
  • Os resultados mostraram ainda uma associação entre exposição à violência e maiores níveis de cortisol, que sugerem maior nível de estresse.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da PUCRS.

Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Imagem: Pixabay.

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