Notícia

Estudante desenvolve sistema microcontrolado para auxiliar amputados

Estudante de Engenharia Eelétrica do campus de Ilha Solteira da UNESP conquistou prêmio principal do 31º Congresso de Iniciação Científica (CIC) da UNESP, na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias

Pixabay

Fonte

UNESP | Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

Data

terça-feira, 3 dezembro 2019 10:10

Áreas

Engenharia Elétrica. Engenharia Biomédica. Bioeletrônica. Fisiatria.

O desenvolvimento de um sistema microcontrolado que facilitasse os movimentos de uma prótese a pessoas com amputações em membro superior levou Luan Mateus Bocalan Vogás – estudante do 10º semestre do curso de Engenharia Elétrica do campus de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – à conquista do prêmio principal do 31º Congresso de Iniciação Científica (CIC) da UNESP, na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias.

Sob o título “Sistema para acionamento de uma prótese de membro superior e visualização de sinais de eletromiografia em tempo real”, o projeto de Luan Vogás foi orientado pelos professores Dr. Marcelo Augusto Assunção Sanches e Dr. Aparecido Augusto de Carvalho, ambos do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia do campus de Ilha Solteira da UNESP, e ainda contou com a colaboração do doutorando Ricardo Taoni Xavier, cujo trabalho de mestrado deu origem à prótese de membro superior que baseou os trabalhos de iniciação científica.

“No primeiro projeto, foi realizado o acionamento da prótese utilizando sensores de eletromiografia e uma unidade de medida inercial para detectar a posição da prótese no espaço e assim realizar movimentos”, lembra o estudante de engenharia elétrica.

Como o Laboratório de Instrumentação e Engenharia Biomédica (LIEB), que deu suporte para o projeto do aluno, adquiriu um bracelete utilizado para interação com computadores e smartphones por meio de gestos realizados pela mão, utilizando um software fornecido pelo fabricante do bracelete, Luan Vogás passou a trabalhar naquele que talvez tenha sido o seu principal desafio.

O bracelete era capaz de detectar os sinais elétricos da musculatura e transmiti-los sem fio a um computador ou celular, mas o fabricante restringia o uso do dispositivo e não permitia o acesso aos dados coletados.

“Diante das características apresentadas pelo bracelete e como tínhamos disponível uma prótese de membro superior, surgiu então a ideia de utilizar o bracelete para acionar a prótese”, afirma o estudante. “O trabalho que realizamos visou substituir a necessidade de uso do hardware e do software de comunicação, produzidos pelo fabricante do bracelete, tornando a comunicação e coleta de dados possível a partir de um microcontrolador.”

Foi escolhido um módulo específico, que possuía uma pequena placa com um microcontrolador integrado, interfaces wifi e bluetooth, com pequenas dimensões e baixo consumo de energia. “Era o dispositivo ideal para embarcar no interior de uma prótese e substituir a necessidade de um computador ou celular”, diz Luan Vogás.

Para acomodar o sistema, foi desenvolvida uma placa de circuito impresso que conecta a parte elétrica da prótese com o módulo utilizado. Na parte de software, foram criados dois algoritmos, responsáveis por fazer com que o microcontrolador se conecte via bluetooth com o bracelete e que os sinais de eletromiografia coletados sejam transmitidos.

“Criamos uma maneira prática e intuitiva de acionamento de uma prótese de membro superior. Com a detecção de movimentos realizados pela mão, é possível acionar a prótese, que pode ser utilizada por pessoas amputadas, ou com alguma deficiência congênita, utilizando o bracelete acoplado a um músculo que o paciente possua controle”, concluiu o estudante.

Acesse a notícia completa na página da UNESP.

Fonte: Fabio Mazzitelli. UNESP. Imagem: Pixabay.

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