Notícia

Em Portugal, pesquisadores estudam a presença de pólen no ar para ajudar a prevenir alergias

No Laboratório de Palinologia da Universidade do Porto trabalham pesquisadores que se dedicam ao estudo dos grãos do pólen e à análise de dados que podem ajudar na prevenção das alergias

Pixabay

Fonte

Universidade do Porto

Data

terça-feira, 13 julho 2021 06:45

Áreas

Alergias. Saúde Pública.

No topo da torre do Instituto Geofísico da Universidade do Porto (IGUP) e na cobertura do edifício Central da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), em Portugal, existem dois coletores de pólen. Todas as semanas o pólen que circula no ar, continuamente “capturado” pelo equipamento, é recolhido pelos pesquisadores do Laboratório de Palinologia da FCUP.

A Palinologia é a ciência que estuda o pólen, esporos e outros microorganismos tanto na forma viva como fóssil. E, de fato, ciência é o que não falta no dia-a-dia desta equipe liderada pela Dra. Ilda Noronha, professora aposentada do Departamento de Biologia e que, atualmente, é pesquisadora ativa nesta área.

Dando continuidade a este legado de pesquisa está a pesquisadora Dra. Helena Ribeiro, juntamente com Catarina Pereira, técnica de laboratório e com a colaboração da doutoranda em Geociências da FCUP, Sonia Pereira.

“A Palinologia, e em particular o estudo do grão de pólen, tem imensas aplicações”, disse Sonia. Um dos trabalhos que a equipe de pesquisa desenvolve é o serviço público de recolha de dados aeropolínicos e entrega à European Allergen Network (EAN), uma das maiores redes mundiais de base de dados de contagem de pólen presente na atmosfera. Esta informação pode depois ser utilizada em inúmeros estudos para criar estatísticas e calcular as tendências da distribuição do pólen.

“A FCUP tem um contrato com a EAN para cedência de dados polínicos ao Coopernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS), um sistema da União Europeia que faz a monitorização de poluentes, e também efetua a previsão de concentração de pólen na atmosfera de oliveira, bétula, artemísia e de ambrósia”, explicou a Dra. Helena Ribeiro.

Todos os dias surge publicada, na página do CAMS, informação sobre a previsão de concentração de pólen no ar. Esta informação poderá ser útil, por exemplo, para ajudar alguém que tem alergia ao pólen da oliveira, e que tenha de se deslocar para uma zona de elevada concentração destes grãos, a tomar medidas preventivas. “Fazemos calendários polínicos que ajudam na prevenção das alergias”, destacou a pesquisadora da FCUP. Nos grãos de pólen, existem proteínas responsáveis por provocar alergias quando inaladas por pessoas suscetíveis a este tipo de reações.

Os pesquisadores estão trabalhando em um projeto para lançar as diretrizes para a detecção automática de pólen para que possam existir dados em tempo real. “Estamos também envolvidos numa ação COST para encontrar novos métodos de detecção de bioaerossóis, como drones ou sensores de baixo custo. O objetivo é conseguir estudar e saber o que é que cada indivíduo respira, que quantidade de pólen inala e se há uma resposta imediata em casos de alergia”.

Além disso, o pólen “tem características que fazem com que se conserve durante muito tempo”, sendo por isso utilizado na caracterização Paleoambiental —  “saber como era a vegetação há 100 mil anos, que espécies existiam naquela época e a partir desta informação inferir sobre como seria o clima”, destacam os pesquisadores.

Além disso, é possível usar também o pólen na investigação forense. “Ele pode permanecer nos objetos — nós não o vemos mas está lá”, explicou a Dra. Helena Ribeiro. É muito resistente a altas temperaturas e a ácidos. “Cada espécie de planta produz uma morfologia diferente de pólen e assim conseguimos identificar pelo menos o gênero de planta que o produziu”, concluiu a Dra. Helena.

Acesse a notícia completa na página da Universidade do Porto.

Fonte: Renata Silva, FCUP. Imagem: Pixabay.

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