Destaque

Usar a bioinformática em sala de aula melhora competências científicas

Fonte

Universidade do Porto

Data

sexta-feira. 6 novembro 2020 07:40

Utilizar um computador com acesso à internet para identificar genes é uma tarefa comum em laboratórios de pesquisa, mas também é acessível à comunidade escolar. Pesquisadoresda Universidade do Porto levaram às escolas ferramentas da bioinformática e desafiaram os alunos a serem ‘cientistas’.

O estudo envolveu as faculdades de Ciências (FCUP) e de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) e o Museu de História Natural e Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) e demonstrou que o uso de ferramentas de bioinformática em sala de aula ajuda a desenvolver as competências científicas e digitais dos alunos durante a aprendizagem dos conteúdos curriculares.

“Neste trabalho, propusemos protocolos de exercícios para o 3º ciclo do ensino básico e ensino secundário para instruir os alunos a utilizar recursos bioinformáticos disponíveis online, de livre acesso”, explicou Ana Sofia Martins, pesquisadora no Departamento de Biologia da FCUP e do CIBIO-InBIO.

Com a colaboração dos professores, os pesquisadores envolveram 387 alunos do ensino secundário de cinco escolas do Porto e de Lisboa em laboratórios de bioinformática para resolver estudos de caso.

“Pedimos que encontrassem um gene específico: o chamado gene lacI responsável pela repressão do operon lac que contém os genes envolvidos no metabolismo da lactose em bactérias”, exemplificou a pesquisadora. Para isso, tiveram, em primeiro lugar, de obter, através de uma base de dados online, o genoma de uma bactéria e depois desconstruí-lo nos diferentes genes que o constituem.

“Depois da intervenção, os alunos revelaram ser capazes de enumerar as ferramentas bioinformáticas a utilizar para identificar genes numa sequência genômica e, mais importante ainda, clarificaram concepções alternativas relacionadas com a genômica”, descreveu Ana Sofia.

Os especialistas concluíram que o uso das ferramentas de bioinformática beneficiou a capacidade de os alunos perceberem a importância das análises computacionais em áreas tão distintas como a caracterização da diversidade biológica, a identificação de mutações genéticas associadas a doenças e o desenvolvimento de novos fármacos.

Acesse a notícia completa na página da Universidade do Porto.

Fonte: Renata Silva, FCUP.

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