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Subnotificações e abandono de tratamento para tuberculose preocupam especialistas

Fonte

PUC-RS | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Data

terça-feira. 30 março 2021 06:25

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1982, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose aconteceu no último dia 24 de março. Estima-se que cerca de uma a cada quatro pessoas no planeta esteja infectada com o Mycobacterium tuberculosis (MTB), o principal agente causador da doença em humanos. Além de ser transmissível, é uma das 10 principais causas de morte em todo o mundo e a que mais mata por um único agente infeccioso.

Felizmente, o século 21 tem sido frutífero no quesito de inovação para o tratamento da tuberculose (TB). Após um longo período sem novas alternativas terapêuticas no mercado, a última década testemunhou a aprovação de três fármacos: Bedaquilina (2012), Delamanid (2014) e Pretomanid (2019), novos medicamentos para o tratamento de variantes resistentes da TB. No entanto, a capacidade adaptativa das microbactérias demonstra que alternativas terapêuticas devem continuar sendo prioridade na agenda global de saúde.

Os dados de resultados de tratamentos mais recentes mostram uma taxa internacional de sucesso de 57% em tratamentos. Além disso, cerca de 85% das pessoas que desenvolvem tuberculose podem ser tratadas com sucesso, seguindo um regime de medicamentos por alguns meses.

Tuberculose e Covid-19

Segundo o diretor geral OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, a pandemia ocasionada pelo SARS-CoV-2 ameaça desfazer os ganhos obtidos nos últimos anos no combate à tuberculose. Dados coletados em países com elevados números de casos da doença mostram quedas acentuadas nas notificações de novos casos em 2020.

A modelagem da OMS sugere que, só em 2020, uma diminuição de 50% na detecção de casos de TB poderia resultar em 400 mil mortes adicionais em apenas três meses. Em resposta, a OMS está trabalhando para apoiar os países na manutenção da continuidade dos serviços essenciais de saúde, inclusive para tuberculose.

A campanha de combate deste ano, promovida pela organização, teve como tema’ O tempo está passando’, onde pede mais comprometimento das lideranças governamentais e da iniciativa privada por meio de ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e incentivo à pesquisa para erradicar a doença até 2030.

Ações do INCT-TB 

Desde 2008, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) sedia o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Tuberculose (INCT-TB) junto ao Centro de Pesquisas em Biologia Molecular (CPBMF) da Escola de Ciências da Saúde e da Vida. O INCT-TB tem desenvolvido pesquisas que visam contribuir com o conjunto de fármacos utilizados para o tratamento da tuberculose.

Utilizando estratégias baseadas em alvos moleculares oriundos de rotas bioquímicas essenciais para viabilidade do bacilo ou otimizando estruturalmente compostos químicos a partir de dados de triagens fenotípicas, o grupo tem obtido moléculas promissoras. “Mais que artigos científicos e formação de recursos humanos especializados, essas pesquisas desenvolvidas têm acelerado o ritmo de pedidos de proteção intelectual da instituição”, comentou o Dr. Pablo Machado, pesquisador no INCT-TB.

Desde 2019, a PUC-RS vem solicitando anualmente pelo menos um pedido de depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) descrevendo moléculas com elevada capacidade de inibir o crescimento do bacilo e, a maior parte dessas, com mecanismos de ação elucidados. “A potência de algumas das estruturas desenvolvidas pelo CPBMF excede em mais de 100 vezes a capacidade de inibição de fármacos como a isoniazida, utilizada como primeira linha de tratamento da tuberculose. Tais resultados têm gerado a expectativa de que as pesquisas desenvolvidas na PUC-RS possam se traduzir em inovações terapêuticas para o tratamento”, completou o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da PUC-RS.

Fonte: PUC-RS.

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