Destaque

Robôs ‘companheiros’ com Inteligência Artificial podem ajudar a combater a solidão?

Fonte

Universidade de Auckland

Data

quarta-feira. 19 julho 2023 13:30

Robôs ‘companheiros’ aprimorados com inteligência artificial podem um dia ajudar a aliviar a epidemia de solidão, sugere um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e também da Universidade Duke e da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

O artigo, publicado na revista científica Science Robotics, mapeia algumas das considerações éticas para governos, formuladores de políticas, profissionais de tecnologia e saúde, e sugere às partes interessadas se unirem para desenvolver rapidamente diretrizes que envolvam ética, confiança, engajamento e eficácia. O estudo também propõe uma nova maneira de mensurar  se um robô companheiro está realmente ajudando.

A solidão e o isolamento social podem afetar até um terço da população mundial e trazem sérias consequências para a saúde, como aumento do risco de doenças mentais, obesidade, demência e morte precoce. O número de cidadãos dos EUA sem amigos próximos quadruplicou desde 1990, de acordo com o Survey Center on American Life.

Segundo o Dr. Vivek H. Murthy, a solidão pode até ser um fator tão pernicioso para a saúde quanto o fumo. Mas robôs companheiros para apoiar os idosos podem ser uma solução promissora para a solidão.

“A Inteligência Artificial (IA) apresenta oportunidades interessantes para dar aos robôs companheiros maiores habilidades para construir conexões sociais”, disse a Dra. Elizabeth Broadbent, professora da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Auckland. “Mas precisamos ter o cuidado de criar regras para garantir que sejam morais e confiáveis”

Robôs sociais como o ElliQ tiveram milhares de interações com usuários humanos, quase metade relacionada a simples companheirismo, incluindo companhia durante um café. Um crescente corpo de pesquisa sobre robôs companheiros sugere que eles podem reduzir o estresse e a solidão e podem ajudar pessoas idosas a permanecerem saudáveis e ativas em suas casas.

Robôs mais novos incorporados com programas avançados de IA podem promover conexões sociais mais fortes com humanos do que as gerações anteriores de robôs. A IA generativa, como o ChatGPT, que é baseado em grandes modelos de linguagem, permite que os robôs se envolvam em conversas mais espontâneas e até imitem as vozes de velhos amigos e entes queridos que já faleceram.

“No momento, todas as evidências apontam para ter um amigo de verdade como a melhor solução”, disse o Dr. Murali Doraiswamy, professor de Psiquiatria e Geriatria na Universidade Duke e membro do Duke Institute for Brain Sciences. “Mas até que a sociedade priorize a conectividade social e o cuidado dos idosos, os robôs são uma solução para milhões de pessoas isoladas que não têm outra solução.”

Setenta por cento dos médicos de uma pesquisa com 307 profissionais de saúde na Europa e nos Estados Unidos concordaram que os robôs sociais podem fornecer companhia, aliviar o isolamento e melhorar a saúde mental dos pacientes. A maioria dos médicos também achou que as seguradoras deveriam cobrir o custo dos robôs acompanhantes se eles provassem ser realmente eficazes [para aliviar a solidão]. Como medir o impacto de um robô, no entanto, ainda continua difícil.

Essa falta de mensurabilidade destaca a necessidade de desenvolver medidas de resultados avaliados pelo paciente, como a medida que está sendo desenvolvida pelos autores do estudo. A ‘Escala de impacto do robô companheiro’ (CoBot-I) visa estabelecer o impacto na saúde física e na solidão e está mostrando que as máquinas companheiras já podem estar se mostrando eficazes.

Os primeiros resultados do laboratório da Dra. Elizabeth Broadbent mostraram que robôs amigáveis ajudam a reduzir o estresse:  “Com as diretrizes éticas corretas, podemos ser capazes de desenvolver o trabalho atual e usar robôs para ajudar a criar uma sociedade mais saudável”, concluíram os autores do estudo.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Auckland (em inglês).

Fonte: Gilbert Wong, Universidade de Auckland.

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