Destaque

Pesquisadores formam rede para tratamento de doenças neurológicas

Fonte

UFJF | Universidade Federal de Juiz de Fora

Data

quarta-feira. 29 junho 2022 12:45

O desenvolvimento e a consolidação de um centro avançado voltado para compreender as doenças do sistema nervoso – e, principalmente, descobrir fatores inéditos para o tratamento das mesmas – é o foco de uma rede de pesquisa da qual a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) faz parte. A iniciativa envolve a criação de uma estrutura pioneira no estado e foi contemplada com um aporte de R$ 1.998.942,00 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), sendo coordenada pelo Dr. Paulo Caramelli e pelo Dr. Vinicius Ribas, ambos professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O pesquisador Dr. Bruno Mietto, especialista em neurobiologia e vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, explicou que o Laboratório de Biologia Celular da UFJF investigará as alterações moleculares de doenças do sistema nervoso periférico, com foco inicial na neuropatia da Hanseníase. “Em particular, vamos utilizar esses vetores virais a fim de modular a atividade de diversos genes expressos nos neurônios e nas células de Schwann, a glia periférica. O objetivo é entender um pouco mais sobre a fisiopatologia destas doenças neurológicas e, dessa forma, buscar novos candidatos moleculares para tratar doenças do nervo periférico”, destacou o pesquisador.

Técnica avançada e ainda pouco utilizada no Brasil

O Dr. Bruno Mietto explicou que, para analisar as bases moleculares das doenças do sistema nervoso, será utilizada uma tecnologia de edição gênica avançada, a CRISPR-Cas9. A técnica chama a atenção por ter, nos últimos anos, acelerado descobertas de novas formas terapêuticas para doenças neurodegenerativas – como Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) –, que já impactam diretamente a vida de milhões de pessoas e tendem a crescer frente ao crescimento populacional e ao envelhecimento dos brasileiros.

Os pesquisadores da rede apontam que, mesmo promissora, o uso dessa técnica ainda é incipiente no Brasil, devido, principalmente, à ausência de centros com estrutura para a produção e fornecimento de vetores de vírus adeno-associado recombinante (rAAV), frequentemente usados em estudos de neurociências. A utilização desses vetores obteve resultados de sucesso em terapias gênicas para doenças como a Amaurose Congênita de Leber e a Atrofia Muscular Espinhal, ambas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2020.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Fonte: UFJF.

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