Destaque

Pesquisadores alertam que saúde musculoesquelética deve ser prioridade global

Fonte

Universidade de Sydney

Data

terça-feira. 13 julho 2021 07:40

Uma equipe internacional de pesquisadores alertou que, apesar de serem a principal causa mundial de dor, deficiência e gastos com saúde, os problemas com a saúde musculoesquelética, incluindo condições como dor lombar, fraturas, artrite e osteoporose, não são devidamente priorizados globalmente. A equipe elaborou um plano de ação para suprir essa lacuna.

Em resposta a uma chamada direcionada da Global Alliance for Musculoskeletal Health (G-MUSC), sediada na Universidade de Sydney, na Austrália, uma equipe internacional de pesquisadores mapeou o cenário global atual para a prevenção e gestão da saúde musculoesquelética, identificou as tendências atuais em nível nacional de políticas de saúde e desenvolveu um plano para priorizar os esforços de reforma da saúde musculoesquelética em oito áreas principais.

A Dra. Lyn March, professora da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney, disse que o projeto foi estruturado em torno de áreas críticas para a reforma dos sistemas de saúde, incluindo educação comunitária; liderança e governança; modelos de financiamento da saúde; modelos de prestação de serviços que apoiam o cuidado integrado e centrado na pessoa; acesso equitativo a medicamentos e tecnologias; capacitação da força de trabalho de saúde para prestar os cuidados certos na hora certa; vigilância em saúde da população; e pesquisa e inovação.

“Cada área é apoiada por ações e prioridades detalhadas que os países podem decidir adotar para capacitar seus sistemas de saúde. É importante ressaltar que o projeto tem a participação de pessoas que trabalham em todas as áreas da saúde e, criticamente, por pessoas com experiências em saúde musculoesquelética. Este projeto é prático e pode informar como pode ser uma resposta estratégica global e como os países podem responder à saúde musculoesquelética a fim de conter a carga global crescente de deficiência e custos”, disse a professora Lyn March.

O Dr. Andrew Briggs, líder do projeto e professor da Universidade Curtin, na Austrália,  disse que mais de 1,5 bilhão de pessoas viviam com problemas musculoesqueléticos em 2019, o que era 84% a mais do que em 1990, e apesar de muitos “apelos à ação” e de uma população cada vez mais envelhecida, os sistemas de saúde continuam a subestimar essas condições e seus requisitos de reabilitação.

“Um dos fatores que limitam os esforços de reforma é que nenhuma resposta estratégica de nível global ao fardo da deficiência foi desenvolvida – até agora. Esta nova iniciativa baseada em dados será crítica para orientar o trabalho de nível global na reforma da saúde, como a realizada pela Organização Mundial da Saúde. Abordar a saúde musculoesquelética requer mais do que apenas reforma da saúde – requer priorização interministerial e cooperação e colaboração com a indústria, transporte e meio ambiente construído”, explicou o professor Briggs.

O plano foi desenvolvido com a contribuição de um painel de quase 700 partes interessadas de 72 países, representando 116 organizações.

A pesquisa concluiu que orientações em nível global, como a da Organização Mundial da Saúde, são necessárias para respostas em nível de país sobre saúde musculoesquelética. O relatório publicado fornece orientações que podem ser adaptadas para atender às necessidades e prioridades locais.

Os pesquisadores disseram que o trabalho agora será considerado por agências como a OMS e amplamente compartilhado entre países, organizações e disciplinas para integrar a saúde musculoesquelética com outras iniciativas de reforma da saúde.

Acesse o relatório publicado pela equipe de especialistas (em inglês).

Acesse a notícia na página da Universidade de Sydney (em inglês).

Fonte: Vivienne Reiner, Universidade de Sydney.

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