Pesquisa do Instituto Politécnico Rensselaer aponta para três subgrupos de autismo com fatores de risco pré-natais distintos

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Pesquisa do Instituto Politécnico Rensselaer aponta para três subgrupos de autismo com fatores de risco pré-natais distintos

Fonte

Instituto Politécnico Rensselaer

Data

segunda-feira. 12 setembro 2022 13:50

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um diagnóstico amplo aplicado a indivíduos com comportamentos muito diferentes, bem como condições médicas concomitantes. Usando grandes conjuntos de dados de registros médicos, pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer (Rensselaer) descobriram que não apenas as crianças podem ser divididas em subgrupos com base nessas condições concomitantes, mas que esses subgrupos também estão associados a diferentes fatores de risco pré-natais. A pesquisa foi publicada na revista científica Autism Research.

A pesquisa, liderada pelo Dr. Juergen Hahn, chefe do Departamento de Engenharia Biomédica do Rensselaer, baseia-se nas descobertas anteriores de sua equipe, incluindo o desenvolvimento de um teste sanguíneo para autismo e fatores de risco pré-natais para TEA.

“O autismo sempre foi diagnosticado como uma condição. Por meio de nossa pesquisa, procuramos determinar diferenças dentro dessa condição”, disse o Dr. Hahn, que também é membro do Centro de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS) do Rensselaer. “Agora, este trabalho não apenas mostra que existem subgrupos de crianças com diferentes condições concomitantes, mas que existem diferentes fatores de risco pré-natais associados a esses subgrupos. Dadas as diferenças significativas que estamos vendo para os fatores de risco, isso levanta a questão de até que ponto outros aspectos da pesquisa de TEA seriam afetados por esse tipo de subgrupo. Em última análise, o diagnóstico e as intervenções também podem ser influenciados pela apresentação do TEA e usar apenas uma categoria de diagnóstico médico para o TEA pode não ser suficiente no futuro”, destacou o pesquisador.

A pesquisa descobriu que infecções, anti-inflamatórios e outros medicamentos complexos foram associados a um dos grupos, enquanto condições de desregulação imunológica, como asma e distúrbios articulares, foram associadas ao segundo grupo e, por último, complicações gerais da gravidez foram associadas ao terceiro grupo de crianças.

A nova pesquisa analisou dados coletados de crianças com TEA que também têm uma ou mais outras condições concomitantes, como, por exemplo, epilepsia, distúrbios do sono, distúrbios psiquiátricos, atrasos no desenvolvimento ou sintomas gastrointestinais. O estudo envolveu os prontuários de 1.258 crianças diagnosticadas com TEA e 122.559 crianças representando a população sem diagnóstico de TEA, bem como suas mães, desde antes da concepção até cinco anos de idade.

O Dr. Hahn e sua equipe usaram dados de solicitações administrativas não identificadas do OptumLabs Data Warehouse, que inclui informações longitudinais de saúde sobre inscritos e pacientes, representando uma mistura diversificada de idades, etnias e regiões geográficas nos Estados Unidos para realizar essas análises.

“Neste ponto, o TEA ainda é apenas um rótulo aplicado a indivíduos com diferentes condições comportamentais e provavelmente diferentes biologias. Esta pesquisa, bem como o trabalho anterior do laboratório do professor Hahn, tenta usar grandes conjuntos de dados para entender e caracterizar melhor a biologia subjacente por trás do TEA. Estamos orgulhosos de continuar apoiando o Hahn Lab em seu esforço orientado a dados”, disse John Rodakis, fundador da N of One: Autism Research Foundation, um dos financiadores da pesquisa.

“A abordagem interdisciplinar da pesquisa do Rensselaer levou a pesquisas e descobertas inovadoras”, comentou o Dr. Deepak Vashishth, Diretor do CBIS e Professor de Engenharia Biomédica do Rensselaer. “A combinação de computação, engenharia e ciências da vida permitiu que a equipe do Dr. Juergen Hahn continuasse a desenvolver essa importante pesquisa em TEA”.

“Esperamos que as descobertas permitam pesquisas mais específicas e direcionadas na identificação de vias biológicas associadas a cada subgrupo de TEA”, concluiu o Dr. Hahn.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página do Instituto Politécnico Rensselaer (em inglês).

Fonte: Instituto Politécnico Rensselaer.

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