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Pandemia atrasou mais de 1 milhão de cirurgias no Brasil em 2020

Fonte

UFMG | Universidade Federal de Minas Gerais

Data

sexta-feira. 10 setembro 2021 07:50

Um estudante e dois egressos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão entre os autores de um estudo que estima o atraso nas cirurgias eletivas e de emergência decorrente do combate à pandemia. Foram mais de 1 milhão de cirurgias acumuladas no país em 2020. No caso do estado de Minas Gerais, estima-se que aproximadamente 113 mil operações não foram realizadas no ano passado, das quais 13 mil seriam de emergência e 100 mil eletivas.

Os representantes da UFMG são os egressos Isabella Faria e Fábio Botelho e o estudante Ramon Bernardino, do 7º período, todos do curso de Medicina. O trabalho foi realizado no âmbito do Programa em Cirurgia Global e Mudança Social (PGSSC), que reúne os hospitais de ensino da Universidade Harvard, o Departamento de Saúde Global e Medicina Social da Escola Médica de Harvard, o Hospital Infantil de Boston (BCH) e o Partners in Health (PIH). As conclusões do estudo, o primeiro desenvolvido com foco na América Latina, foram publicadas na revista científica The Lancet Regional Health-Americas.

De março a dezembro de 2020, o acúmulo foi de 1.119.433 cirurgias, sendo 161.321 de emergência e 928.758 de operações eletivas. “Observamos uma queda de 40% de cirurgias eletivas realizadas no Brasil na comparação com o ano anterior [2019]. Essa redução se explica pela priorização de procedimentos mais urgentes, realocação de recursos e manejo dos profissionais de saúde durante a pandemia, padrão que também é observado em outros países com grande volume de cirurgias”, explicou a médica Isabella Faria, formada na turma de 2020 e pesquisadora associada do PGSSC de Harvard.

Os autores do estudo observaram que menos cirurgias teriam de ser canceladas ou adiadas se houvesse uma combinação de medidas de contenção do vírus mais restritivas com o maior preparo do sistema de saúde para momentos de crise. “Com isso, não teríamos um contingente gigantesco de atrasos cirúrgicos. Essa discussão surge da observação dos resultados de outros países em outros estudos”, analisou Isabella Faria, que ressaltou a importância de se considerar tanto os fatores previsíveis quanto aqueles ligados à governança e à gestão em saúde para a explicação do quadro no Brasil.

De acordo com o levantamento, todas as regiões brasileiras foram atingidas. Aquelas que tiveram maior acúmulo total de cirurgias foram o Sudeste e o Nordeste. Os pesquisadores entendem que os dados podem ajudar a aprimorar a gestão no SUS e subsidiar estratégias de outros países. “Esse estudo pode  auxiliar na adoção de políticas públicas para atenuar os efeitos desse acúmulo e para garantir um acesso seguro, em tempo hábil e de qualidade a serviços de cirurgia pela população”, afirmou a pesquisadora.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da UFMG.

Fonte: Centro de Comunicação da Faculdade de Medicina da UFMG.

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