Destaque

HC-UFG realiza cirurgia inédita para tratamento de epilepsia focal visual

Fonte

Jornal UFG

Data

quarta-feira. 28 junho 2023 19:50

O Serviço de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, vinculado à Rede Ebserh (HU-UFG/Ebserh), realizou uma cirurgia inédita para o tratamento de epilepsia. O procedimento contou com a participação de três neurocientistas: o Dr. Sérgio Neuenschwander, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); o Dr. Pieter Roelfsema e o Dr. Matthews Self, do Instituto de Neurociências da Holanda.

A cirurgia foi realizada em um paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, com diagnóstico de epilepsia focal visual. O paciente foi encaminhado para o Núcleo de Neurociências do HC-UFG há cerca de um ano, onde vem sendo acompanhado, por apresentar epilepsia focal visual refratária ao melhor tratamento medicamentoso disponível, para avaliação quanto à possibilidade de tratamento cirúrgico.

“O procedimento consiste na estimulação cerebral profunda do núcleo geniculado lateral do tálamo”, explicou o Dr. Osvaldo Vilela Filho, Chefe do serviço de Neurocirurgia do HC-UFG/Ebserh e professor da Faculdade de Medicina da UFG, que liderou a equipe que realizou a cirurgia, composta por ele, pelos residentes do serviço de Neurocirurgia e pelos três neurocientistas. O núcleo geniculado lateral (NGL) faz parte do tálamo, que serve como principal centro de processamento de informações visuais. Essa foi a primeira vez em que o NGL foi fisiologicamente investigado em seres humanos; anteriormente, este núcleo só foi estudado em animais, como ratos, gatos e primatas não humanos.

“Essa é uma cirurgia minimamente invasiva em que utilizamos um aparelho chamado estereotáxico, que permite que marquemos um ponto dentro do cérebro e que aquele ponto seja atingido precisamente através de apenas um orifício feito na parte superior do crânio (trepanação)”, explicou o Dr. Osvaldo Vilela Filho. O procedimento cirúrgico durou 15 horas e foi realizado com o paciente acordado, sob anestesia local. “É fundamental que o procedimento seja realizado com o paciente acordado para que ele possa participar dos testes realizados no transcurso da cirurgia que nos permitem comprovar que o NGL foi atingido de forma precisa”, afirmou o professor.

Logo após a cirurgia, o paciente foi encaminhado para a UTI, onde ficou em observação no pós-operatório, mas já teve alta da unidade e foi encaminhado para um leito de enfermaria. O paciente também já passou por uma ressonância de controle, que comprovou que o eletrodo foi precisamente implantado no NGL.

Acesse a notícia completa na página do Jornal UFG.

Fonte: Thalízia Cruvinel, Jornal UFG.

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