Destaque

Estudo avalia aplicativo para autocuidado da cólica menstrual

Fonte

UFSCar | Universidade Federal de São Carlos

Data

sábado. 23 julho 2022 17:30

Um projeto de Iniciação Científica, desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem por objetivo avaliar os benefícios do uso de um aplicativo voltado para a educação e autocuidado da dismenorreia (cólica menstrual). Para realizar o estudo, estão sendo convidadas mulheres, a partir de 18 anos de qualquer região do Brasil. O estudo é desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Saúde da Mulher (LAMU) da UFSCar, em parceria com o Núcleo de Estudos em Dor Crônica (NEDoC), ambos do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Instituição.

A pesquisa é feita pelas graduandas Beatriz Laryssa de Jesus Santos e Barbara Inácio da Silva, sob orientação da Dra. Patricia Driusso e Dra. Mariana Arias Avila, professoras do DFisio da UFSCar.

A dismenorreia primária é caracterizada como dor menstrual na ausência de doenças associadas, como a endometriose, por exemplo. Esse tipo de cólica afeta cerca de 3/4 de todas as mulheres durante sua vida reprodutiva e é mais comum em adolescentes e no início da vida adulta. Além dos sintomas associados à cólica menstrual, como alterações de humor, desconfortos gastrointestinais, fadiga e outros, a dismenorreia também é responsável pelo aumento do absenteísmo no trabalho, escola e universidade. “Estima-se que cerca de 2 bilhões de horas são perdidas anualmente devido a faltas ao trabalho”, disse Beatriz Santos.

Apesar de a dismenorreia afetar um grande número de mulheres, Beatriz Santos apontou que ainda é difícil o acesso a informações sobre essa condição, tornando recorrente o pensamento de que a dor menstrual é uma condição normal associada ao fato de ser mulher. “O nosso estudo irá avaliar os benefícios no cuidado da cólica menstrual por meio de um material educativo. Esse material contém informações que darão autonomia e conhecimento para as mulheres, abordando assuntos sobre o que é a dismenorreia, quais fatores estão envolvidos nesse processo e como elas podem realizar e implementar o autocuidado na rotina”, explicou a estudante sobre a importância e aplicação do projeto.

O aplicativo multimídia que será avaliado durante a pesquisa consta de um material educativo com várias informações acerca da dismenorreia e, dentre elas, o tratamento não farmacológico, bem como a frequência, realização da técnica, tempo e cuidados necessários para esse tratamento. “As informações contidas no aplicativo farão com que a mulher entenda como seu corpo funciona neste período e como ela pode amenizar os desconfortos e sintomas associados. Além de compreender que este evento trata-se de uma condição fisiológica do nosso corpo, mas que não deve ser normalizada”, reforçou Beatriz Santos.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Federal de São Carlos.

Fonte: Gisele Bicaletto, UFSCar.

Em suas publicações, o Portal Tech4Health da Rede T4H tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal Tech4Health tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.

Os comentários constituem um espaço importante para a livre manifestação dos usuários, desde que cadastrados no Portal Tech4Health e que respeitem os Termos e Condições de Uso. Portanto, cada comentário é de responsabilidade exclusiva do usuário que o assina, não representando a opinião do Portal Tech4Health, que pode retirar, sem prévio aviso, comentários postados que não estejam de acordo com estas regras.

Leia também

2024 tech4health t4h | Notícias, Conteúdos e Rede Profissional em Saúde e Tecnologias

Entre em Contato

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account