Destaque

A música como recurso para a saúde e o bem-estar

Fonte

UFRN | Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Data

quinta-feira. 15 julho 2021 07:45

Nada como uma música para acalmar a cabeça e desviar os pensamentos ruins. Faz tempo que as obras musicais fazem bem ao espírito, tanto que temos uma expressão para confirmar isso. Como disse Fábio Presgrave, musicista e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a música “não só nos traz a paz, mas tem impacto em nossa saúde e em nosso bem-estar”. Essa é uma frase bastante usada também pela violoncelista, professora e pesquisadora Tania Lisboa, do Centre for Performance Science da Royal College of Music, em Londres, que no dia 16 de julho ministra a Aula Magna do semestre letivo de 2021.1 da UFRN, na qual discute A saúde e o bem-estar humano através da ciência da música.

Na aula, a professora vai falar sobre como a música tem desdobramentos confirmados por pesquisas científicas na saúde. Mesmo na UFRN, são muitos os estudos que tratam desse tema em diversas áreas. Em dissertação do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFRN, Rafaela Leite Fernandes lembra que a relação entre música e saúde tem registros de milhares de anos atrás, desde a mitologia grega. Ela explica que a música “atinge diferentes formas e pode estimular as emoções e memórias, auxiliando na manutenção e restabelecimento do equilíbrio interno”.

Uma das referências usadas em diversos trabalhos científicos é o psiquiatra, músico e compositor argentino Rolando Omar Benenzon, que há muito desenvolve pesquisas com musicoterapia. Segundo Rafaela, esse autor refere-se à musicoterapia como um campo da medicina. “Através do movimento, da música e do som, procura abrir canais de comunicação no ser humano, produzindo, assim, os resultados terapêuticos desejados, bem como efeitos profiláticos e de reabilitação do indivíduo e de sua vida em sociedade”, diz em seu trabalho.

Em artigo científico apresentado à Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN) para obtenção do título de graduação em Enfermagem, Joycimara da Silva Sales de Medeiros assegura que a música faz parte de uma terapia com métodos não farmacológicos, não invasivos, de baixo custo e sem efeitos colaterais. Além disso, afirma que ajuda a fortalecer laços entre paciente e profissional, além de deixar o ambiente mais confortável, estabelecendo uma relação mútua de confiança entre eles.

Seu trabalho, que observou a música como recurso terapêutico em um grupo de convivência para idosos da cidade de Santa Cruz, no Trairí potiguar, constatou que esse recurso ajuda a baixar o nível de estresse e a reduzir os marcadores neuro-hormonais desse grupo específico. Ela constatou ainda que a música ajuda na liberação de hormônios, como a adrenalina, com a finalidade de relaxamento e bem-estar dos músculos do corpo.

“O uso da música com fins terapêuticos está relacionado a alguns benefícios, tais como: redução dos níveis pressóricos em idosos com problemas de pressão arterial e alívio da ansiedade, além da ação no sistema nervoso autônomo, diminuindo a respiração e a circulação e até mesmo os níveis de estresse”, explicou Joycimara em sua pesquisa.

Em trabalho publicado na Revista Brasileira de Cancerologia, o Dr. Francisco Edilson Leite Pinto Junior, professor do Departamento de Cirurgia da UFRN, mostrou evidências de que a utilização da música teve efeitos importantes na redução da ansiedade de 29 pacientes com câncer de mama que se submeteram a cirurgias em um hospital em Natal. O ensaio clínico controlado, com randomização simples, dividiu as pacientes em dois grupos, experimental e controle, e utilizou como intervenção musical a peça As quatro estações do compositor Antonio Vivaldi.

Aula Magna

Marcada para às 9h00 do dia 16 de julho, sexta-feira, a Aula Magna do semestre letivo de 2021.1 da UFRN não só falará de música, como também será realizada com música. Na abertura, o professor Fábio Presgrave, da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), fará uma apresentação de uma versão solo que fez da composição A Paz, de Gilberto Gil e João Donato. A atividade cultural será seguida das boas-vindas do reitor José Daniel Diniz Melo, que também é instrumentista. Logo após, Tania apresenta sua aula sobre a importância da música para a saúde, destacando como a arte proporciona bem-estar para as pessoas.

A Aula Magna será transmitida pela TV Universitária (TVU) – Canal aberto digital 5.1/Cabo Natal 802 HD – e pelo canal da UFRN no YouTube. Durante o evento, o público poderá enviar perguntas pelo chat, que serão respondidas pela violoncelista no final da palestra. Quem quiser receber certificado de participação deve efetuar inscrição no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) e confirmar presença no formulário que será disponibilizado no chat durante a Aula no YouTube.

Acesse a notícia completa na página da UFRN.

Fonte: José de Paiva Rebouças, Agecom/UFRN.

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