Notícia

Câncer de pele: prevenção e identificação são importantes

São cerca de 180 mil novos casos a cada ano

Getty Images

Fonte

Sociedade Brasileira de Dermatologia e Hospital São Lucas

Data

quinta-feira, 13 dezembro 2018 10:50

Áreas

Dermatologia. Saúde Pública.

O verão está chegando e muitos querem ficar com a pele bronzeada, a chamada “cor do verão”. Mas cuidados essenciais para a saúde da pele são fundamentais para evitar o câncer. Durante o mês de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove a campanha “Dezembro Laranja”, para conscientizar a população sobre o cuidados com o sol.

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém, seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.

Tipos de câncer de pele

Carcinoma basocelular (CBC): o mais prevalente dentre todos os tipos. O CBC surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce.

Carcinoma espinocelular (CEC):  segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço etc. A pele nessas regiões, normalmente, apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.

Melanoma: tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Atualmente, testes genéticos são capazes de determinar quais mutações levam ao desenvolvimento do melanoma avançado e, assim, possibilitam a escolha do melhor tratamento para cada paciente.

Sintomas

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas: uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Regra de Identificação do ABCDE

A seguir, a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCDE (Assimetria, Borda, Cor, Dimensão e Evolução). Mas, em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista. Nenhum exame caseiro substitui a consulta e avaliação médica.

Assimetria: simétrico (benigno) x assimétrico (maligno);

Borda: regular (benigno) x irregular (maligno);

Cor: tom único (benigno) x dois tons ou mais (maligno);

Dimensão: inferior a 6 mm (provavelmente benigno) x superior a 6 mm (provavelmente maligno)

Evolução: não cresce nem muda de cor (provavelmente benigno) x cresce e muda de cor (provavelmente maligno)

Como aproveitar o verão com saúde?

Segundo o Dr. Luis Carlos de Campos, Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a exposição ao sol deve ser evitada entre 10h00 e 16h00. O organismo necessita ser hidratado constantemente, com ingestão de líquidos pós exposição. Além disso, outras medidas podem ser utilizadas para a prevenção do câncer de pele:

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. O fator solar deve ser proporcional à tonalidade da pele.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
  • Preferir roupas claras, pois absorvem menos calor.

Acesse a notícia na página do Hospital São Lucas da PUCRS.

Acesse a notícia na página da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fonte: Hospital São Lucas da PUCRS e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Imagem: Getty Images.

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