Notícia

Biossensor de ouro pode ajudar na detecção precoce de doenças

Plataforma desenvolvida em nanoengenharia pode acessar amostras de sangue, urina, saliva ou plasma através de uma superfície coberta por uma película de ouro, que tem milhões de minúsculos poros

Divulgação, Universidade de Queensland

Fonte

Universidade de Queensland

Data

quarta-feira, 2 setembro 2020 10:55

Áreas

Biomateriais. Bioquímica. Engenharia Biomédica. Nanotecnologia.

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram biossensores que usam ouro poroso modificado por nanoengenharia que detecta com mais eficácia os primeiros sinais de doenças, melhorando os resultados dos pacientes.

A maioria dos métodos de diagnóstico usa equipamentos caros e tem execução complexa e resultados que podem demorar pra ficar prontos, mas o doutorando Mostafa Masud e seus professores orientadores Dr. Yusuke Yamauchi e Dr. Shahriar Hossain desenvolveram um biossensor mais barato, mais rápido e ultrassensível para testes diagnósticos.

Mostafa Masud disse que a característica mais empolgante sobre o projeto é que ele quebrou algumas das limitações atuais associadas à detecção precoce de doenças. “Esta nova técnica de diagnóstico permite a detecção direta de miRNA específico da doença, o que não era possível anteriormente”, ressaltou o pesquisador.

“Isso é especialmente importante para pacientes em um estágio inicial de uma doença como o câncer, que não têm quantidades detectáveis ​​de outros biomarcadores, mas podem ter uma quantidade detectável de biomarcador miRNA exossômico”, explicou Masud. A plataforma desenvolvida em nanoengenharia pela equipe para ler amostras de sangue, urina, saliva ou plasma através de uma superfície coberta por uma película de ouro, que tem milhões de minúsculos poros.

O método usado para criar esses filmes porosos foi publicado na revista científica Nature Protocols após 15 anos de pesquisa, inaugurando uma nova era de oportunidades para pesquisa de materiais nanoporosos e desenvolvimento de tecnologia.

A equipe continua desenvolvendo esta plataforma e planeja que ela esteja disponível para a comunidade de saúde nos próximos cinco anos.

“Os médicos poderão usar nossa plataforma para coletar uma pequena amostra de fluido de um paciente e testar doenças instantaneamente, por cerca de um quarto do custo de outras técnicas de diagnóstico”, disse o professor Yamauchi.

Os pesquisadores disseram que a tecnologia deve ser de fácil uso e particularmente útil em locais remotos e países em desenvolvimento, onde o diagnóstico rápido e precoce é crítico, especialmente no caso de infecções virais.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Qeensland (em inglês).

Fonte: Genevieve Worrell, Universidade de Queensland. Imagem: Divulgação, Universidade de Queensland.

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