Notícia

Banco de cérebros no Reino Unido pode ajudar pesquisas sobre a doença de Parkinson

Banco já tem mais de 1.000 cérebros doados que estão ajudando a encontrar novos tratamentos para a doença de Parkinson

Wikimedia Commons

Fonte

Imperial College de Londres

Data

sexta-feira, 12 abril 2019 07:55

Áreas

Medicina. Neurociências. Doenças Neurodegenerativas.

O Banco de Cérebros do Reino Unido para o estudo de Parkinson, parte do Banco de Tecidos do Reino Unido para o estudo de Parkinson e Esclerose Múltipla, sediado no campus Hammersmith do Imperial College de Londres, coleta tecidos de pessoas com e sem doença de Parkinson que generosamente escolheram doar seus cérebros para pesquisas.

Ter acesso ao tecido cerebral é vital para os cientistas, pois condições complexas do cérebro e da medula espinhal – como Parkinson e esclerose múltipla – são relativamente únicas para os seres humanos e difíceis de serem estudadas em animais. O tecido é fornecido para pesquisadores de todo o mundo que estudam Parkinson, esclerose múltipla e condições relacionadas.

Quando um doador morre, a equipe do Banco de Tecidos trabalha com os parentes mais próximos do doador, profissionais da área médica, diretores de funerárias e necrotérios para organizar os tecidos a serem removidos de maneira cuidadosa em um hospital local. É importante que o tecido seja coletado dentro de 24 horas, mas eles podem aceitar o tecido até 48 horas após a morte. O cérebro coletado dentro de 24 horas tem a vantagem de que a maioria dos conteúdos importantes das células cerebrais (como mRNA e neurotransmissores) estão preservados e o cérebro possui mais qualidade para pesquisas.

Depois de pesar e examinar cuidadosamente o cérebro, a equipe cortará o cérebro pela metade. Metade é preservada por congelamento ou imersão em uma solução fixadora. Tudo isso deve ser concluído o mais rapidamente possível após a morte, pois o tecido cerebral se deteriora rapidamente. Esta parte é usada para o exame diagnóstico, para ver quais os sinais neuropatológicos de demência que o doador teve e o processo pode levar até seis semanas para ser concluído. A outra metade do cérebro é usada para preparar amostras de tecido para os pesquisadores estudarem. Um cérebro fornece cerca de 250 amostras, o que significa que pode ser usado em um grande número de diferentes projetos de pesquisa. O tempo de preparação para estudos de pesquisa varia dependendo da complexidade da preparação. Isso pode envolver microdissecção de uma área anatômica ou até a criação de blocos 3D translúcidos de tecido.

Estudar o tecido cerebral humano que é doado para pesquisa ainda é uma das formas mais importantes de estudar as condições da doença de Parkinson e outras relacionadas. O Banco de Tecidos recebe centenas de solicitações a cada ano para fornecer amostras de tecidos para pesquisas no Reino Unido e em outros países. Esta possibilidade está ajudando a encontrar pistas sobre o Parkinson, abrindo novos caminhos para o tratamento.

Acesse a notícia completa na página do Imperial College de Londres (em inglês).

Fonte: Ellyw Evans, Faculdade de Medicina do Imperial College de Londres. Imagem: Wikimedia Commons.

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