Notícia

Ácido úrico prejudica células do corpo que combatem infecções

Defesas do organismo afetadas aumentam o risco de infecções por bactérias oportunistas

Cecília Bastos, USP Imagens.

Fonte

Jornal da USP

Data

sexta-feira, 13 Abril 2018 15:55

Áreas

Química. Bioquímica.

O ácido úrico prejudica a capacidade das células de defesa do organismo de reagir a infecções. A conclusão é de pesquisa feita no Laboratório de Pesquisa em Processos Redox na Resposta Inflamatória, do Instituto de Química da Universidade de Sâo Paulo (IQ-USP). O estudo mostra que o ácido úrico, presente no corpo humano, diminui a produção do ácido hipocloroso, substância produzida por células de defesa do sangue, os neutrófilos, para destruir micro-organismos invasores. Com as defesas do organismo afetadas, aumenta-se o risco de infecções oportunistas. O laboratório integra o Centro de Pesquisa de Processos Redox em Biomedicina (Cepid Redoxoma), sediado no IQ.

Os neutrófilos fazem parte do conjunto de células de defesa do organismo, os leucócitos. “São células que circulam pela corrente sanguínea”, explica a Profa. Dra. Flávia Meotti, do IQ, que coordenou o estudo. “Quando uma bactéria invasora provoca a infecção em um tecido do corpo, uma sinalização faz os neutrófilos serem atraídos e migrarem para o local infectado. Os neutrófilos então englobam a bactéria e a destroem, num processo conhecido como fagocitose.”

No trabalho, foram realizados experimentos com a bactéria Pseudomonas aeruginosa. “Este micro-organismo normalmente não afeta pessoas saudáveis, mas por ser uma bactéria oportunista, provoca infecções em pacientes já debilitados”, conta Flávia. “A bactéria é uma causa comum de infecções hospitalares.”

Um dos processos realizados pelos neutrófilos após a fagocitose é a produção do ácido hipocloroso (o mesmo princípio ativo da água sanitária). “Ele é obtido a partir da reação de uma enzima, a mieloperoxidase, com o peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e o cloro existentes no organismo”, descreve a professora. “O ácido hipocloroso reage com a bactéria, matando-a.”

Acesse a notícia completa no Jornal da USP.

Fonte: Júlio Bernardes, Jornal da USP. Imagem: Cecília Bastos, USP Imagens.

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