Realidade virtual pode aliviar dor e ansiedade em pacientes pediátricos

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Informações
Data no Tech4Health: 10 de setembro de 2017


Fonte
Hospital Infantil Lucile Packard, Universidade Stanford
Data
10/09/2017
Áreas
Pediatria. Cuidados Infantis. Realidade Virtual.

Notícia


Enquanto os pacientes do Hospital Infantil Lucile Packard, da Universidade Stanford, são submetidos a procedimentos médicos de rotina, eles também são levados para nadar no mar, arremessar hambúrgueres no espaço, pegar bolas de basquete usando suas cabeças ou voar em aviões de papel. Isto pode acontecer graças à tecnologia de realidade virtual (VR, do inglês Virtual Reality), que está sendo implementada em todo o hospital para ajudar a aliviar a dor e ansiedade dos pacientes. O hospital é um dos primeiros dos Estados Unidos a iniciar a terapia de Realidade Virtual baseada em distração em cada unidade.

"Muitas crianças associam o hospital com coisas que consideram estressantes e assustadoras", disse o anestesista pediátrico Dr. Sam Rodriguez, co-fundador do programa de redução da ansiedade pelo uso da inovação e tecnologia (CHARIOT-Packard Childhood Anxiety Reduction Through Innovation and Technology), que está liderando a aplicação da Realidade Virtual "Estamos descobrindo que a capacidade de distrair esses pacientes com ambientes sensoriais totalmente imersivos, divertidos e relaxantes pode ter um impacto significativo na ansiedade e dor que experimentam durante procedimentos ou tratamentos médicos", disse o especialista.

O uso da realidade virtual é uma experiência inovadora para muitos dos pacientes do hospital, afirma Veronica Tuss, especialista do Departamento de Artes Criativas e Vida Infantil do hospital. Os membros do departamento envolvem os pacientes em atividades adequadas à idade para ajudar a normalizar seu tempo no hospital. "Se eu estou preparando uma criança para a sua primeira infusão IV, e ela me diz que não quer ver o procedimento, eu sei que preciso de uma distração visualmente atrativa. Com a realidade virtual, uma situação intimidante torna-se, de repente, uma coisa realmente legal. Podemos transformar uma experiência negativa em uma positiva ".

Para pacientes de até 6 anos, a terapia de distração com está sendo usada no Centro para Doenças Infantis e Sangue, unidade de curta duração e departamento de emergência; acesso vascular, imagens, ambulatório de ortopedia e clínicas de cirurgia geral. O programa será lançado até o final do ano para as unidades de tratamento intensivo do hospital, clínicas de cirurgia ambulatorial e até mesmo para a unidade de parto. O objetivo é que todos os 29 especialistas do hospital sejam treinados sobre o uso de óculos de realidade virtual. Além disso, os pediatras do Hospital estarão implementando a tecnologia de realidade virtual durante imunizações para pacientes com medo de agulhas.

A equipe do programa CHARIOT tomou cuidado com a escolha dos jogos e com a personalização dos equipamentos de realidade virtual para que sejam adequados à situação hospitalar dos pacientes e também para não provocarem movimentos indevidos ou arriscados. A equipe também trabalha com empresas para adaptar jogos comercialmente disponíveis para o ambiente de cuidados de saúde, removendo temas de lesões ou morte e modificando o término do "jogo" para que a distração não cesse no momento que os pacientes mais precisam.

Saiba mais na reportagem completa da Universidade Stanford (em inglês).

Fonte: Kate Detrempe, Hospital Infantil Lucile Packard. Imagem: Divulgação.